quinta-feira, 27 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
A MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITALISMO
E A GEOPOLITICA MUNDIAL NO FIM SÉCULO XX (Ariovaldo Umbelino de Oliveira).
Por: Marcos Barros
Com o fim do
bloco socialista na década de 80 que perdurou durante a Guerra Fria, a
característica marcante do mundo passou a ser a mundialização do capital.
Consolidou-se os oligopólios internacionais por meio das multinacionais,
favorecidas pela necessidade de movimentos internacionais de capitais, produção
capitalista internacional e ações de governos em nível internacional. Assim os
fluxos internacionais de capitais privados passaram a crescer mais que os
investimentos diretos feitos pelas multinacionais, fortalecendo o mercado
financeiro, aliando o capital nacional
ao capital estrangeiro.
Garantindo a
competitividade a produção de bens e serviços passam a ser internacional, dessa
forma a força de trabalho usada pelos Oligopólios fica fora do país onde esta
situada os escritórios sedes dessas empresas. Ações governamentais são
observadas tanto na intervenção dos mesmos na economia como na elaboração de
projetos de cooperação mutuas entre as nações. Essa união de capital financeiro
e força de trabalho mundializada diminui a independência das nações e propicia
a formação de instituições internacionais para administrar a dependência
crescente. A internacionalização do capital promove a integração entre países
de todo conhecimento técnico produzido, bem como dos recursos naturais e da
produção dos bens e serviços.
Entretanto a
mundialização do capitalismo é um fenômeno recente na economia, formando um
conjunto de processos que dão condições para se produzir, distribuir e consumir
produtos e serviços numa escala mundial. Esses processos criam novas formas
para as relações entre os Estados e as empresas multinacionais permitindo que
as empresas se auto administrem dentro da economia mundial, e por sua vez as
empresas necessitando da legitimação dos Estados para garantir a ordem local,
regulando a economia nacional e desenvolvendo políticas de cunho sociais. Nesse
contexto o capitalismo não se concentra apenas nos países ricos, ele se espalha
por todos os centros onde as empresas multinacionais atuem, originando uma nova
ordem econômica e política mundial, junto a essa nova ordem desenvolve-se
também uma nova divisão do trabalho, refletindo na divisão das nações em países
altamente industrializados, parcialmente industrializados e os de economia
subdesenvolvida.
Essa nova
forma de capital mundial provoca também a formação de blocos econômicos entre
diversas nações objetivando preservarem suas economias e fomentarem seu mercado
interno, atraindo também novos mercados estrangeiros para seus produtos.
Configura-se ai um mundo altamente interligado, industrializado, tecnológico e
informacional mas cujo processo de mundialização apresenta-se excludente e
perverso ampliando a pobreza e a fome, e aumentando em escala global a
acumulação dos capitais em mãos de poucos grupos empresariais, criando uma
divisão simplista entre pobre e ricos mascarando assim as próprias contradições
fundamentais da sociedade capitalista.
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