quinta-feira, 26 de junho de 2014


SÃO JOÃO EM MINHA TERRA, FÉ NOS SANTOS CATÓLICOS, EXPLOSÃO CULTURAL DAS MAIS BONITAS E MAIORES DO MUNDO.
FESTA DA BOA, COMIDA DA BOA, BEBIDA DA BOA, FORRÓ DO BOM....VAMOS MINHA GENTE QUE SÃO JOÃO NO NORDESTE É FESTA QUENTE.





































segunda-feira, 2 de junho de 2014


SALVADOR PRIMEIRA CAPITAL DO BRASIL

A história do Brasil teve início na Bahia. Salvador foi a primeira capital do país até o ano de 1763. Chamada na época de sua fundação por “São Salvador da Bahia de Todos os Santos”, a cidade passou a ser descoberta pelos colonizadores no ano de 1510, quando um navio francês naufragou em terras baianas, trazendo a bordo um dos mais importantes personagens históricos da colonização baiana, Diogo Álvares, conhecido como Caramuru. Juntamente com a índia Paraguaçu, Caramuru desempenhou importante papel dentro da história da colonização da Bahia. Por volta de 1536, o rei de Portugal, D João III dividiu as terras brasileiras em Capitanias Hereditárias. Os donos das Capitanias eram chamados de donatários e Francisco Pereira Coutinho ganhou parte da território de Salvador, fundado na época como “Arraial do Pereira”. Coutinho teve o comando do Arraial, mais tarde batizada de “Vila Velha” até 1549 na ocasião da chegada de Tomé de Souza, o primeiro governador geral do Brasil. Juntamente com Tomé de Souza desembarcaram em Salvador seis embarcações com uma comitiva de aproximadamente 10 mil pessoas para fundar sob ordens do rei de Portugal, a cidade de “São Salvador”. Após o governo de Tomé de Souza, governaram o país Duarte da Costa e Mem de Sá, que teve o comando do país até 1572.



Neste período a Bahia era a região que mais exportava açúcar, considerado na época o produto mais exportado do país. A fama e a riqueza da província baiana, despertaram a cobiça de outros países no início do século 17. Nestes tempos Portugal estava unido com a Espanha, colocando várias restrições ao Brasil como, o impedimento do país em firmar relações comerciais com a Holanda. Este fato, ligado a riqueza desencadeada pela exportação do açúcar, fez com que a Holanda resolvesse invadir a Bahia. Uma esquadra comandada pelo holandês Jacob Willekens, chegou às terras baianas em 1624 com 26 navios. Neste período foi construída em Morro de São Paulo a Fortaleza de Tapirandu, uma importante estratégia para defender a Baía de Todos os Santos. Os invasores holandeses ocuparam Salvador e permaneceram por cerca de um ano até serem expulsos pela força luso-espanhola. 
Salvador foi capital e sede da administração colonial do país até o ano de 1763, quando a sede do império foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro. Apesar da mudança da sede da Coroa, Salvador continuou a se destacar dentro do cenário de colonização do país e anos depois na fase de independência do Brasil, em 1822, a capital baiana protagonizou uma luta que se arrastou por mais de um ano, mesmo após o Brasil ficar independente de Portugal. Somente no dia 2 de julho de 1823, a Bahia pôde comemorar a independência brasileira. 

Em 16 de novembro de 1889 foi proclamada a República na Bahia, pelo coronel Frederico Cristiano Buys. O primeiro governador eleito baiano foi Joaquim Manuel Rodrigues Lima (1892-1896). Após veio a administração de Luís Viana (1896-1900), quando ocorreu um dos mais marcantes episódios baianos, a guerra de Canudos. De 1908 a 1911, a Bahia foi governada por João Ferreira de Araújo Pinho, que teve que renunciar ao mandato antes do término devido a uma crise política desencadeada neste período. Na ocasião Joaquim Seabra, ministro da Viação no governo de Hermes da Fonseca, governou o estado baiano até1916. O governo de Seabra foi marcado pela urbanização da cidade de Salvador. No ano de 1920, Seabra tentou eleger-se novamente, mas sofreu uma forte oposição. Em 1920, o governo brasileiro decretou a intervenção no estado e os anos seguintes foram marcantes em territórios baianos e brasileiro, devido acontecimentos mundiais como a Segunda Guerra Mundial.


No início do século 19, Salvador deixou de ser a maior e a mais rica cidade do Brasil, ultrapassada pela capital, o Rio de Janeiro. No final do século, a Cidade iniciou sua decadência, sendo ultrapassada por São Paulo e, no início do século 20, também ultrapassada por Recife.
Em 1912, Salvador testemunhou seus dias mais humilhantes. A Cidade foi covardemente bombardeada a mando do Presidente da República, o gaúcho Hermes da Fonseca. O número de vítimas é incerto. Séculos de história guardados na Biblioteca Pública foram incendiados.
De 1912 até os anos '30, Salvador sofreu uma reconstrução destrutiva, com a demolição de inestimáveis patrimônios históricos para abertura de grandes avenidas e a passagem de bondes. Até por volta de 1940, a cidade ainda lembrava sua antiga beleza e pujança.
Os anos seguintes foram ruins para a Bahia. A reconstrução iniciada nas primeiras décadas do século 20 esmaeceu-se.
Uma reestruturação urbanística , começou nos anos '70. A velha capital baiana vem se reestruturando, com novo fôlego, estendendo-se para longe do Centro Histórico, que foi restaurado. Hoje, volta a ser a terceira maior do Brasil e seu momento continua. A cidade é um canteiro de obras. Contribui o fato de que duas das maiores construtoras do País são baianas: a Odebrecht e a OAS.
A Cidade, construída em dois andares, é historicamente uma das mais importantes da América. A evolução de seu perfil, visto da Baía de Todos os Santos, ao longo de mais de quatro séculos, é fascinante. Além disso, as contribuições de seu povo para a cultura brasileira são imensas.



A Cultura de Salvador

A  Bahia tem uma cultura muito diversificada dentro do Brasil. Também tem um 
belíssimo acervo muito rico de obras arquitetônicas e religiosas em Salvador 
Tem as  mais típicas manifestações culturais populares, assim como a música 
cujo gênero musical é o Axé,  que surgiu por volta dos anos 80, nas manifestações 
populares do carnaval de Salvador, cuja sua mistura é o  maracatu, frevo, reggae, forró 
e calipso.  O termo  “Axé” vem da saudação religiosa do Candomblé  e Umbanda 
que quer dizer energia positiva.
Candomblé em SalvadorIemanja no Rio Vermelho de Salvador
Candomblé em SalvadorIemanja no Rio Vermelho de Salvador


A dança também provém dos negros africanos, praticada no “samba de roda”, 
denominada  capoeira, com seus  movimentos ágeis, que mexe o corpo todo,  mistura de 
dança e de luta. O maculelê segue o mesmo rítimo da dança   agregada na dança com 
bastões e facão.  A diferença entre as outras lutas é que a capoeira tem todo
 aquele toque mágico,  pois a  música vem dos instrumentos artesanais como o 
berimbau, pandeiro e atabaque.  Por volta de 1870, as baianas começaram a migrar 
para o sudeste procurando emprego,  faziam festas e dançavam com roda de samba, para 
vender os famosos “acarajés” e gamelas feitas de madeira.  A dança de roda foi o que deu 
origem para o samba dos cariocas.

Capoeira no Pelourinho de SalvadorBaianas no Candomble em Salvador da Bahia
Capoeira no Pelourinho de SalvadorBaianas no Candomblé


O Candomblé  é uma das mais fortes expressões culturais baianas.  Esta religião faz 
parte da história, está no sangue do povo. É possível assistir à cerimônias religiosas 
tradicionais nos terreiros de candomblé , participando também das homenagens 
divinas aos santos como Iemanjá, Ogun ou Xangô. A Bahia é a terra de todos os santos, 
ritos e mitos. As suas características próprias, provém da rica miscigenação entre 
índios, o português colonizador e o negro da Angola, que foi feito escravo durante muito
 tempo. 

Cultura Culinária de Salvador

A culinária baiana vem de origem africana, com seus famosos temperos de sabores fortes 
como o azeite de dendê, leite de côco, pimenta e gengibre.Há também os pratos herdados
 pelos portugueses, denominados “culinária sertaneja”. A farinha “de guerra” provém da 
culinária indígena tupinambás e tapuias. É também muita rica no artesanato, a 
produção de cerâmica feita artesanalmente e assados em  fornos artesanais é conhecida 
como a mais bonita da região de Salvador.