segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

 



1 - Humboldt
Geógrafo, filósofo, historiador, explorador e naturalista alemão nascido em Berlim, que deu início, em fins do século, a memoráveis expedições naturalísticas e é considerado o fundador da moderna geografia física.

2 - Milton Santos
foi um geógrafo brasileiro, considerado por muitos como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo. Destacou-se por escrever e abordar sobre inúmeros temas, como a epistemologia da Geografia, a globalização, o espaço urbano, entre outros.

3 - Friedrich Ratzel (1844-1904) foi um pensador alemão, considerado como um dos principais teóricos clássicos da Geografia e o precursor da Geopolítica e do Determinismo Geográfico. A Ratzel deve-se a ênfase dos estudos geográficos sobre o homem.

4 - Aziz Nacib Ab'Saber
foi um geógrafo e professor universitário brasileiro. Considerado como referência em assuntos relacionados ao meio ambiente e a impactos ambientais decorrentes das atividades humanas, um grande estudioso da geomorfológia brasileira.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Terremoto no México: por que tremor de magnitude 7,5 causou menos estragos que outros mais fracos

mexicoDireito de imagemEPA
Image captionAs autoridades consideram que os danos não foram grandes do tremor de terça (23)
Um terremoto de magnitude de 7,5 na terça-feira (23/6) no sul e centro do México deixou pelo menos seis mortos, 30 feridos e alguns danos materiais na região do seu epicentro, no Estado de Oaxaca, um dos mais pobres do país.
Os tremores foram sentidos em Puebla e na Cidade do México, onde muitos moradores tem bastante viva na memória a destruição deixada por um terremoto ocorrido há três anos.
Apesar de o terremoto de terça ter sido maior em magnitude do que aquele do dia 19 de setembro de 2017 (7,1), seus efeitos na capital e em outros lugares foram consideravelmente menores do que no passado
  • Há três anos, mais de 300 pessoas morreram só na Cidade do México, onde dezenas de prédios e casas vieram abaixo. Ainda hoje muitos edifícios estão vazios e com paredes rachadas.
Como se explica que o terremoto de terça-feira tenha provocado menos danos mesmo com magnitude maior?

Além da magnitude

A diretora do Serviço Nacional Sísmico do México, Xyoli Pérez Campo, disse à BBC Mundo, serviço da BBC em língua espanhola, que cada tremor é diferente e que vários fatores pesam para determinar seu poder de destruição. A magnitude é apenas um deles.
De acordo com ela, outro elemento importante é a distância dos lugares habitados para o epicentro. Quanto menor for essa distância, maior será a destruição.
A especialista diz que o primeiro terremoto registrado em 2017 com magnitude de 8,2 causou pouco menos destruição, por ter seu epicentro mais longe da Cidade do México.
Já o terremoto de 19 de setembro de 2017, de magnitude 7,1, liberou menos energia no epicentro. Mas como ele estava mais perto da Cidade do México, seu efeito foi bem mais devastador para a população.
Os dois grandes terremotos de 2017, conta ela, ocorreram na Placa de Cocos, em duas falhas geológicas completamente diferentes — uma no centro do México e outra no golfo de Tehuantepec.
"O desta manhã teve lugar em uma zona onde as Placas de Cocos e da América do Norte fazem contato."
Ela diz que a profundida em que ocorre o terremoto também pode influenciar na intensidade com que é sentido na superfície.
Pérez Campo indica que outro dos elementos decisivos no potencial destrutivo do terremoto é a própria geologia do local.
"Podemos ter localidades a uma mesma distância, mas uma delas tem condições geológicas que permitem que as ondas passem sem nenhum problema, e, portanto, os danos serão menores. Mas em outras, a geologia pode fazer com que as ondas se acumulem ou que reverberem, portanto a sacudida seria mais violenta."

É possível outro terremoto de maior magnitude?

Desde que aconteceu o primeiro tremor na manhã de terça-feira, as estações sísmicas do México têm detectado centenas de réplicas.
"Uma réplica, por definição, é um tremor de menor magnitude que ocorre depois do terremoto principal e na mesma zona epicentral", explica Pérez Campo.
MéxicoDireito de imagemREUTERS
Image captionVários imóveis ficaram danificados após o tremor de 2017
De acordo com a especialista, até as 16:30 h do horário local haviam sido registrados 447 tremores de magnitude menor.
Pérez Campo comenta que os tremores secundários podem continuar ocorrendo até desaparecer. Mas existe a possibilidade de haver um tremor maior do que o original.
"Essa possibilidade existe, mas não temos como saber. Portanto, a recomendação para a população é de que estejam sempre preparados. Os terremotos não podem ser previstos e não temos como saber se veremos outro. O México vive um contexto tectônico muito complexo e isso o faz bastante propenso a terremotos."

terça-feira, 16 de junho de 2020


Licenciatura em Geografia | FATEC




  1. A Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico e a relação entre a sociedade e o meio. É no espaço geográfico que se estabelecem as relações humanas.
  1. Geografia é, atualmente, a ciência que possui como objeto de estudo o espaço geográfico, espaço esse que é palco da dinâmica social, ou seja, das relações entre o homem e o meio. Em linhas gerais, a Geografia possibilita uma análise crítica da relação entre a sociedade e a natureza e, consequentemente, da produção do espaço geográfico.
  1. O que a Geografia estuda?
  1. A Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico e as relações entre homem e meio que nele se estabelecem, como já salientado. O espaço geográfico encontra-se em constante transformação pelo homem. Vale ressaltar que é complicado limitar o que a Geografia estuda ou não, por ser uma ciência horizontal cujo campo de estudo é bastante amplo, mantendo relações com diversas outras disciplinas, transcendendo então o seu próprio saber.
  1. É necessário também lembrar que a definição acerca do objeto de estudo da Geografia não é unânime entre os geógrafos. Essa ciência sofreu inúmeras transformações ao longo dos anos, impossibilitando que haja um consenso entre os estudiosos da área. Mas o que se sabe é que a Geografia é um estudo categorial, ou seja, compreende conceitos que definem a sua orientação, como o conceito de lugar, paisagem, região e território.
  1. Leia tambémOs dois principais tipos de paisagem
  1. Qual o significado de Geografia?
  1. Origem
    Grega
    Etimologia
    “geo” = Terra e “grafia” = descrição
    Definição
    Era compreendida como um campo do conhecimento que descrevia os fenômenos que ocorrem na superfície terrestre.
  1. Geografia como ciência
  1. A Geografia sofreu inúmeras mudanças ao longo do seu processo de construção como ciência. Muitas dessas mudanças estão relacionadas a correntes filosóficas e aos processos históricos vividos pela sociedade.
  1. Esse processo de construção da ciência geográfica permeou os conceitos-chaves que compreendem a disciplina. São eles:
  1. espaço
    lugar
    paisagem
    região
    território
  1. Esses conceitos-chaves, ao longo dos anos, foram objetos de estudo da Geografia. A Geografia Tradicional (1870-1950), por exemplo, privilegiava o conceito de paisagem e região como chave para o estudo da disciplina. Já na Nova Geografia (anos 50, período pós-guerra), o conceito-chave que passou a orientar os estudos geográficos foi o espaço.
  1. Nesse período, a Geografia ainda não havia assumido um caráter crítico, portanto não se atinha aos problemas sociais. Surgiu, então, a Geografia Crítica, na qual se acredita que os geógrafos precisam engajar-se politicamente sem se desvincular da produção científica. Assim, o conceito-chave espaço passa a ser observado como meio social.
  1. Nesse momento, surgiram também as correntes da Geografia conhecidas como humanista e cultural. Ambas apresentaram um novo conceito de espaço. Agora, o espaço é vivido, destacando-se nele as experiências e os aspectos subjetivos, por isso foi mudado também o conceito-chave. Lugar agora é o objeto de estudo da Geografia. O lugar, nesse sentido, representa a subjetividade, o cotidiano, a relação entre a sociedade e o meio, o então chamado espaço geográfico.


  1. A Geografia divide-se em Geografia Geral e Geografia Regional, a fim de facilitar a compreensão do estudo geográfico.
  1. A Geografia divide-se em Geografia Geral e Geografia Regional, a fim de facilitar a compreensão do estudo geográfico.
  1. Ramos da ciência geográfica
  1. A Geografia divide-se em alguns ramos. Contudo, é válido ressaltar que essa ciência não deve ser estudada de forma fragmentada, visto que as relações entre o homem e o meio são indissociáveis. Os ramos da Geografia apenas norteiam os estudos para facilitar a compreensão dos fenômenos, sejam físicos, sejam sociais.
  1. As duas frentes principais da Geografia são:
  1. Geografia Geral
  1. → Geografia Humana
  1. Promove o estudo da interação entre a sociedade e o espaço, abrangendo aspectos políticos, socioeconômicos e culturais. A Geografia Humana subdivide-se em ramos, como:
  1. 1) Geografia Urbana: é o ramo da Geografia que estuda os espaços urbanos, os fenômenos como a urbanização, a dinâmica das cidades, os problemas nos grandes centros, bem como as relações do ser humano com esse espaço.
  1. 2) Demografia: é o ramo da Geografia que estuda a dinâmica populacional. Por meio de análises de índices demográficos, dados e estatísticas, é possível analisar a população de diferentes lugares e entender as características da sociedade.
  1. 3) Geografia Econômica: é o ramo da Geografia que estuda as atividades econômicas distribuídas no mundo todo. A Geografia Econômica analisa os setores da economia, as atividades industriais, comerciais e agropecuárias.
  1. → Geografia Física
  1. Promove o estudo da dinâmica da Terra, dos fenômenos que ocorrem na superfície terrestre. A Geografia Física subdivide-se em ramos, como:
  1. 1) Climatologia: é o ramo da Geografia que estuda o clima e os padrões de comportamento da atmosfera. Por meio de fatores e elementos climáticos, é possível fazer uma análise dos climas no mundo todo.
  1. 2) Geomorfologia: é o ramo da Geografia que estuda as formas da superfície da Terra, ou seja, as paisagens. A Geomorfologia estuda aspectos como relevo, dinâmicas da litosfera e fenômenos geológicos.
  1. 3) Geografia Ambiental: é o ramo da Geografia que estuda as consequências das ações do homem sobre o meio ambiente, como as mudanças climáticas, o desmatamento, a poluição, entre outras.
  1. Para saber mais sobre esse ramo, acesse os textos do Brasil Escola:
  1. Geografia Regional
  1. Estuda as regiões da Terra, de forma descritiva, a fim de entender as características e particularidades de cada uma delas.
  1. Qual a importância da Geografia?
  1. É primordial compreender a natureza das relações sociais e das relações entre o ser humano e o meio. É por meio delas que conseguimos analisar a dinâmica do mundo, dos povos e dos processos históricos que os influenciam.
  1. A Geografia possibilita compreender não só as relações sociais mas também os fenômenos que ocorrem na superfície terrestre e como esses fenômenos afetam a população. Por meio dessa compreensão, podemos observar as diferenças entre os povos, sua localização, suas diferenças sociais, econômicas e políticas.
  1. Leia tambémImportância da Geografia
  1. A ciência geográfica permite também analisar a relação entre o homem e o meio, observando como se dá o uso dos recursos naturais e como esse uso impacta positiva ou negativamente o meio ambiente. Tal análise permite também propor alternativas para preservar a natureza e impactá-la minimamente. Essa compreensão do espaço geográfico e das alterações provocadas pelo ser humano facilita a compreensão e um olhar crítico para analisarmos a nossa própria existência, permitindo visualizar situações futuras e a resolução de problemas.

  1. Por Rafaela Sousa
  1. Graduada em Geografia

  1. A Geografia é a ciência cujo objeto de estudo é o espaço geográfico e as relações nele estabelecidas.
  1. A Geografia é a ciência cujo objeto de estudo é o espaço geográfico e as relações nele estabelecidas.


quinta-feira, 4 de junho de 2020

Vídeo mostra rotação da Terra centrada no céu

Vídeo mostra rotação da Terra em timelapse centralizado no céu; veja

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 03/06/2020 10h10



Sequência hipnotizante foi feita na Namíbia
Que o planeta Terra gira em torno de si mesmo, o movimento conhecido como rotação, todos sabem, e diversos vídeos já foram feitos para registrar o feito em diversas perspectivas. Agora, o fotógrafo Bartosz Wojczynski decidiu inovar e se concentrou no céu de Tivoli, na Namíbia, para criar um timelapse hipnotizante. Confira:

Para conseguir tal efeito, o fotógrafo polonês focou sua câmera em um ponto da atmosfera, registrando uma imagem por minuto. Para criar a versão final do vídeo, Wojczynski repetiu a sequência de fotos 60 vezes, construindo uma sequência com 24 minutos.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?


Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.
O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.
Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.
Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.
O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Imagem: blog Ramon Bieco
Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.
Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.
Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.
forma geoide
Representação da forma geoide/ Wikipedia
Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.