terça-feira, 12 de maio de 2020

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?


Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.
O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.
Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.
Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.
O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Imagem: blog Ramon Bieco
Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.
Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.
Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.
forma geoide
Representação da forma geoide/ Wikipedia
Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.

terça-feira, 5 de maio de 2020

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Congresso Virtual UFBA 2020 - Mensagem do reitor João Carlos Salles


OMS desmente EUA e diz que novo coronavírus tem origem animal

Organização diz que governo norte-americano não forneceu nenhuma prova de que o vírus teria tido origem em um laboratório na China




OMS diz que coronavírus não se originou em laboratório, como dizem os EUA

OMS diz que coronavírus não se originou em laboratório, como dizem os EUA

Etienne Laurent / EFE - EPA - 4.5.2020
A Organização Mundial de Saúde (OMS) rechaçou nesta segunda-feira (4) as notícias de que o novo coronavírus foi criado em um laboratório de Wuhan, na China, como defende a cúpula do governo dos Estados Unidos, e confirmou a origem animal do causador da Covid-19.
"Circula de forma ancestral entre os morcegos. É algo que sabemos nos baseando na sequência genética desse vírus. O que precisamos entender é que animal atuou como intermediário, ou seja, qual foi infectado pelos morcegos e transmitiu ao homem", afirmou a chefe do Departamento de Doenças Emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove.

EUA: Diretor de inteligência diz que coronavírus não é 'criação humana'

O presidente dos EUA, Donald Trump, já afirmou publicamente que 

o SARS CoV-2, nome científico do novo coronavírus, foi criado 

artificialmente em Wuhan. Ontem, em entrevista, o secretário de 

Estado do país, Mike Pompeo, repetiu a mesma versão.
"De todas as evidências que vimos em todas as sequências genéticas que estão disponíveis, e acredito que há mais de 15 mil, este vírus tem uma origem natural", confirmou Van Kerkhove, que concedeu hoje entrevista coletiva virtual.

Sem evidências

O diretor-executivo da OMS para Emergências Sanitárias, Mike Ryan, ainda informou que os Estados Unidos não compartilharam qualquer informação sobre a suposta criação artificial do coronavírus, embora, Pompeo tenha afirmado ontem que existem "inúmeras provas" disso.
"Da nossa perspectiva, isso é só especulação. Como qualquer organização que se baseia em evidências, gostaríamos muito de receber qualquer informação relativa a origem do vírus", explicou o representante da OMS.

sábado, 2 de maio de 2020


Fique de olho nesses eventos astronômicos que acontecem em 2020

Por Patrícia Gnipper | 02 de Janeiro de 2020 às 18h40

Eventos astronômicos de maio de 2020

Chuva de meteoros Eta Aquáridas (dias 6 e 7)
A primeira chuva de meteoros que poderemos ver daqui do hemisfério sul será a Eta Aquáridas, ou Eta Aquarídeos, que é resultado da passagem do cometa Halley. Esta chuva de meteoros acontece anualmente entre os dias 19 de abril e 28 de maio e, em 2020, terá pico entre os dias 6 e 7 de maio.
Restos do cometa Halley se queimam na atmosfera terrestre à medida em que nosso planeta segue sua órbita do redor do Sol, e proporcionam o que popularmente chamamos de "estrelas cadentes", ainda que não sejam, de fato, estrelas. A chuva de meteoros Eta Aquáridas pode render cerca de 40 meteoros por hora, e o cometa Halley só passará de novo por nós em 2062.
Conjunção da Lua com Mercúrio e Vênus (dias 23 e 24)
Lua, Mercúrio e Vênus (Foto: Alain Jouchoux)
Nestes dias, a Lua estará pertinho dos planetas Mercúrio e Vênus no céu, logo após o pôr do Sol. Basta olhar para o horizonte para ver os três objetos brilhando um ao lado do outro — e tirar muitas fotos!

Eventos astronômicos de julho de 2020

Eclipse lunar penumbral (5)
O primeiro eclipse lunar visível na América do Sul será do tipo penumbral e acontece no dia 5 de julho, depois de um mês de junho sem nenhum grande destaque astronômico no céu. Eclipses lunares acontecem quando a Lua é encoberta pela sombra da Terra durante a fase da Lua cheia, e quando o satélite natural está alinhado com a Terra em relação ao Sol.
O tipo penumbral de um eclipse lunar é aquele no qual a Lua é encoberta com uma sombra um pouco menos intensa do que o eclipse total, e tudo está relacionado à posição da Lua naquele instante. Nesse tipo de eclipse, a Lua não "some" temporariamente; ela apenas fica mais escura.
Vendo Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno de uma só vez (entre os dias 9 e 28)
(Foto: Doug Murray)
Desde o dia 9 até o dia 28 de julho, teremos um espetáculo incrível no céu logo ao amanhecer: os cinco planetas mais brilhantes em nosso céu poderão ser vistos de uma só vez. Ainda, em regiões bastante afastadas da poluição luminosa (ou seja, longe das cidades), será possível identificar a olho nu o planeta Urano.
Júpiter em destaque no céu (14)
(Foto: Parshati Patel)
No dia 14, Júpiter estará em oposição ao Sol e em seu ponto mais próximo com a Terra. Ou seja: o gigante gasoso aparecerá no céu noturno com brilho máximo e um tamanho um pouco maior, sendo este dia o melhor do ano para que astrônomos observem sua atmosfera — o que renderá belas fotos tiradas tanto por agências espaciais, quanto por cientistas amadores.
Destaque noturno para Saturno (20)
Já no dia 20, quem estará em seu melhor ponto de observação será Saturno, pois o planeta gasoso e seus belos anéis estarão mais próximos da Terra e totalmente iluminados pelo Sol.
Chuva de meteoros Delta Aquáridas (dias 28 e 29)
Mais uma chuva de meteoros poderá ser observada do hemisfério sul em junho, desta vez a Delta Aquáridas, que é resultado da entrada de partículas dos cometas Marsden e Kracht na atmosfera terrestre. Essa chuva acontece todos os anos entre 12 de julho e 23 de agosto, e terá seu ápice nos dias 28 e 29 de julho neste ano.

Eventos astronômicos de agosto de 2020

Chuva de meteoros Perseidas (dias 12 e 13)
Outra chuva de meteoros que acontece todos os anos é a Perseidas, que estará em seu melhor momento para observarmos as "estrelas cadentes" nestes dias 12 e 13 de agosto. Esta chuva é resultado da queima atmosférica de partículas do cometa Swift-Tuttle.

Eventos astronômicos de setembro de 2020

Melhor momento para observar Netuno (11)
O dia 11 de setembro será o melhor para astrônomos observarem o distante planeta Netuno, que estará em seu ponto mais próximo da Terra e totalmente iluminado pelo Sol. Contudo, apenas telescópios mais potentes são capazes de visualizar o planeta gasoso, que fica a cerca de 4 bilhões de km de nós.

Eventos astronômicos de outubro de 2020

Melhor momento para observar Marte (13)
Em 13 de outubro teremos o melhor momento do ano para a observação do Planeta Vermelho, que estará em seu ponto mais proximo da Terra e totalmente iluminado pelo Sol. Marte será visível no céu, em destaque, durante toda a noite, tornando-se o terceiro objeto mais brilhante do céu noturno — perdendo apenas para Vênus e para a Lua.
Chuva de meteoros Oriônidas (dias 21 e 22)
Outra chuva de meteoros que poderemos ver em 2020 é a Oriônidas, que sempre acontece entre 2 de outubro e 7 de novembro, e terá pico nos dias 21 e 22 de outubro. Ela também é resultado do cometa Halley, com seus destroços entrando e se queimando em nossa atmosfera. Basta olhar para o céu na direção das "Três Marias", na constelação de Órion.
Lua Azul (31)
(Foto: Pixabay)
O último dia de outubro nos presenteará com a chamada Lua Azul, nome dado a uma segunda Lua cheia no mesmo mês — sem relação alguma com a cor refletida pelo satélite natural. Uma Lua Azul acontece a cada dois anos, apenas.
Melhor momento para observar Urano (31)
O mesmo dia da Lua Azul será o melhor para a observação de Urano, que estará em seu ponto mais próximo da Terra e com sua face completamente iluminada pela luz solar. Assim como na observação de Netuno, para ver Urano é preciso contar com telescópios potentes.

Eventos astronômicos de novembro de 2020

Chuva de meteoros Táuridas (dias 4 e 5)
Acontecendo sempre entre os dias 7 e 10 de setembro, o pico da chuva de meteoros Táuridas (ou Taurídeos) em 2020 será nos dias 4 e 5, sendo fruto da queima da poeira do asteroide 2004 TG10 e do cometa 2P Encke. A chuva acontece na direção da constelação de Touro.
Chuva de meteoros Leonídeos (dias 17 e 18)
(Foto: David Kingham/Flickr)
Se não pudermos ver nada na chuva de meteoros anterior, no mesmo mês podemos tentar observar a chuva de meteoros Leonídeos, olhando para o céu em direção à constelação de Leão. Esta chuva, resultado do cometa Tempel-Tuttle, acontece sempre entre os dias 6 e 30 de novembro, tendo o próximo pico nos dias 17 e 18 do mesmo mês.

Eventos astronômicos de dezembro de 2020

Chuva de meteoros Geminídeos (dias 13 e 14)
A última chuva de meteoros do ano visível no hemisfério sul é a Gemínidas, ou Geminídeos, que acontece quando passamos pelos rastros do asteroide 3200 Phaethon. Esta é uma das chuvas de meteoros mais importantes do ano, acontecendo sempre entre os dias 7 e 17 de dezembro. Para observá-la, é só olhar em direção à constelação de Gêmeos.
Eclipse solar total (14)
(Foto: Beawiharta Beawiharta/Reuters)
O único eclipse solar total de 2020 acontece somente no dia 14 de dezembro, quando a Lua passa em frente ao Sol, do ponto de vista daqui da Terra, a uma distância específica que permite um alinhamento perfeito entre o astro e nosso satélite natural. Contudo, no Brasil este eclipse será visível de maneira parcial — exceto para as regiões Norte e Nordeste, que não terão o privilégio de assistir ao fenômeno.
Conjunção de Júpiter e Saturno (21)Poucos dias antes do Natal, poderemos ver Júpiter e Saturno pertinho um do outro no céu noturno, algo que acontece somente a cada 20 anos.

Porque é que o coronavírus - Covid-19 - apareceu na China?