quinta-feira, 27 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
A MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITALISMO
E A GEOPOLITICA MUNDIAL NO FIM SÉCULO XX (Ariovaldo Umbelino de Oliveira).
Por: Marcos Barros
Com o fim do
bloco socialista na década de 80 que perdurou durante a Guerra Fria, a
característica marcante do mundo passou a ser a mundialização do capital.
Consolidou-se os oligopólios internacionais por meio das multinacionais,
favorecidas pela necessidade de movimentos internacionais de capitais, produção
capitalista internacional e ações de governos em nível internacional. Assim os
fluxos internacionais de capitais privados passaram a crescer mais que os
investimentos diretos feitos pelas multinacionais, fortalecendo o mercado
financeiro, aliando o capital nacional
ao capital estrangeiro.
Garantindo a
competitividade a produção de bens e serviços passam a ser internacional, dessa
forma a força de trabalho usada pelos Oligopólios fica fora do país onde esta
situada os escritórios sedes dessas empresas. Ações governamentais são
observadas tanto na intervenção dos mesmos na economia como na elaboração de
projetos de cooperação mutuas entre as nações. Essa união de capital financeiro
e força de trabalho mundializada diminui a independência das nações e propicia
a formação de instituições internacionais para administrar a dependência
crescente. A internacionalização do capital promove a integração entre países
de todo conhecimento técnico produzido, bem como dos recursos naturais e da
produção dos bens e serviços.
Entretanto a
mundialização do capitalismo é um fenômeno recente na economia, formando um
conjunto de processos que dão condições para se produzir, distribuir e consumir
produtos e serviços numa escala mundial. Esses processos criam novas formas
para as relações entre os Estados e as empresas multinacionais permitindo que
as empresas se auto administrem dentro da economia mundial, e por sua vez as
empresas necessitando da legitimação dos Estados para garantir a ordem local,
regulando a economia nacional e desenvolvendo políticas de cunho sociais. Nesse
contexto o capitalismo não se concentra apenas nos países ricos, ele se espalha
por todos os centros onde as empresas multinacionais atuem, originando uma nova
ordem econômica e política mundial, junto a essa nova ordem desenvolve-se
também uma nova divisão do trabalho, refletindo na divisão das nações em países
altamente industrializados, parcialmente industrializados e os de economia
subdesenvolvida.
Essa nova
forma de capital mundial provoca também a formação de blocos econômicos entre
diversas nações objetivando preservarem suas economias e fomentarem seu mercado
interno, atraindo também novos mercados estrangeiros para seus produtos.
Configura-se ai um mundo altamente interligado, industrializado, tecnológico e
informacional mas cujo processo de mundialização apresenta-se excludente e
perverso ampliando a pobreza e a fome, e aumentando em escala global a
acumulação dos capitais em mãos de poucos grupos empresariais, criando uma
divisão simplista entre pobre e ricos mascarando assim as próprias contradições
fundamentais da sociedade capitalista.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Região e Regionalização: A
Trajetória de um Debate – REGIONAL GLOBAL –
(Rogério Haesbaert)
Por: Marcos Barros
“Não pensamos que a região haja
desaparecido. O que esmaeceu foi a nossa capacidade de reinterpretar e de
reconhecer o espaço em suas divisões e recortes atuais, desafiando-nos a
exercer plenamente aquela tarefa permanentemente dos intelectuais, isto é, a
atualização dos conceitos”. (Santos,
1994:102)
O
autor procura problematizar o tema Região e Regionalização sem se preocupar com
as diversas conceituações dadas pelas correntes geográficas, procurando dar
ênfase à produção do conhecimento e a necessidade de se fazer recortes do
espaço para efeitos de estudos. Para tal
ele busca o pensamento de diversos geógrafos e pensadores da geografia, tais
como La Blache, Sauer, Hartshorne procurando através da evolução do conceito de
região respostas para a problemática disposta e formas de se entender e utilizar
esses conceitos no paradigma atual que vivenciamos. Ver a região não apenas como um recorte
espacial, mas como algo dinâmico e de múltiplas escalas.
Para
ele mesmo com a globalização e sua homogeneização existe uma reconstrução da
heterogeneidade e da fragmentação, dada ás novas desigualdades e diferenças que
surgem em todos os cantos do planeta, o que proporciona um retorno ás
singularidades e ao especifico. Isso também pode ser evidenciado na
proliferação das geografias regionais populares, bem como no discurso da mídia
e na formação do senso comum.
Suas
reflexões também nos traz a discussão da questão regional fora do âmbito da
geografia, discussão esta feita pelas diversas ciências sociais tais como a
Antropologia, História, Sociologia, passando também pelas ciências naturais
onde conceitos como de Biorregião tem sido amplamente discutidos.
Num
panorama em que muitos preconizam o fim da região, do território, ou mesmo da Geografia,
por conta de um processo global de expansão dos mercados, mas que gera pobreza
e exclusão social, criando e recriando fatos políticos, o conceito de região
torna-se fundamental na análise das questões sociais e no pensar da Geografia
como ciência humana. E é nesse contexto que ele reproduz Gilbert (1988) “(...)
os geógrafos estão redescobrindo o estudo do especifico”.
Haesbaert,
traça um longo caminho antes de chegar a novas concepções da Geografia Regional
contemporânea, fazendo um estudo sobre a origem etimológica do termo região e
os primórdios de formação da Geografia Regional. É na origem do termo região que observa uma
grande polissemia de entendimentos, que perpassa desde a ideia de recorte ou
parte do todo que são sugeridas nas definições “esfera de domínio de algo” ou
“espaço ocupado por alguma coisa”, até a relação de poder vinculada a raiz do
termo “regere” comandar. É fazendo uma reflexão sobre os diferentes recortes do
tempo e espaço que ele (o autor) nos diz que pensar em região, antes de tudo é
pensar nos processos de regionalização seja como simples procedimento
metodológico ou dinâmica vivida e produzida pelos grupos sociais.
“Região:
dos primórdios ao período hegemônico”, é nessa viagem pelo tempo que Haesbaert
busca o pensamento de diversos geógrafos e suas concepções de regionalização e
região, citando Hartshorne e sua clássica obra “A Natureza da Geografia” como
sendo pioneira nas reflexões teóricas sobre a transformação do pensamento
regional, ou na própria construção da geografia moderna. Referencias também são
feitas aos modelos geográficos de Estrabão e Ptolomeu que embora considerados
opostos já apresentava claramente diferenciações entre a Geografia geral e
regional.
Por
fim ele nos coloca que considerando a trajetória ao longo da historia do
pensamento geográfico, facilmente identifica-se fases de um rico processo de
construção, destruição e reconstrução do conceito de região. E é nesse percurso
conceitual que ele coloca a intencionalidade de seu trabalho de retomar de
maneira sucinta este debate, priorizando os momentos de ruptura ou os momentos
em que de alguma forma foi decretada a morte da região. Expressando então que o
conceito de região e, por extensão, os processos de regionalização que o
acompanham, epistemologicamente falando, são moldados dentro de um amplo
continuum, desde a visão mais racionalista que percebe a região como mero
constructo do nosso intelecto, instrumento que permite entender a dinâmica das
partes do espaço geográfico, até abordagens mais realistas, em torno de
fenômenos ocorridos provenientes das relações ali vivenciadas.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
A CARTOGRAFIA SOCIAL COMO FERRAMENTA PARA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS
Marcos Barros
Resumo do artigo apresentado
no SEMEX - Seminários de Extensão da UFBA,
Edição no anuário SEMEX UFBA 2012.
Resumo do artigo apresentado
no SEMEX - Seminários de Extensão da UFBA,
Edição no anuário SEMEX UFBA 2012.
A Cartografia Social é uma ferramenta de
planificação e transformação, fundamentada na motivação, participação e
desenvolvimento de ações de origens comunitárias/coletivas, visando a formação
da cidadania dos indivíduos. Instrumento de exercício participativo, recurso que deve auxiliar e dar mais
precisão a discussão etnográfica e antropológica, contribuindo para a
compreensão do patrimônio cultural dos povos permitindo o seu auto-conhecimento. A construção
de mapas temáticos levam a reflexão e ao descobrimento por parte dos habitantes
de uma região, sobre suas territorialidades no que diz respeito ao seu espaço
geográfico, realidade social econômica,
histórico cultural, ambientais e de sustentabilidade. As comunidades
tradicionais embora possuam uma cultura peculiar e dominem saberes populares de
senso comum, apresentam um baixo nível de escolaridade formal e poder
econômico, o que dificulta sua compreensão sobre suas realidades e potencialidades e a
capacidade de organização para solução de problemas individuais e coletivos. Com
base nessas afirmativas que dirigimos nossos trabalhos, lançando mão da
Cartografia Social, como mecanismo de união dos saberes acadêmicos e populares
e no uso desses conhecimentos para a preservação do meio ambiente, bem como com
a produção dos etnomapas, contribui
potencialmente para uma melhor visão do espaço geográfico no que diz respeito a sua gestão territorial
ambiental pelas comunidades. As ações desenvolvidas pelo grupo de Mapeamento
Biorregional do Projeto Marsol (Maricultura Solidária) do Instituto de Biologia
da UFBa, que atua a mais de um ano com comunidades marisqueiras e quilombolas
na região de Santiago do Iguape, município de Cachoeira no Recôncavo Baiano e
no distrito de Graciosa, município de Taperoá no Baixo Sul Baiano tem como
objetivo oferecer aos membros dessas comunidades o direito de mapear seus territórios
e de se transformar em protagonistas de sua própria identidade, produzindo uma
cartografia social baseada nos seus conhecimentos, tendo como produto final mapas
que reflitam o entendimento dos membros das comunidades sobre o seu território
e a relação de sua cultura com o mesmo, instrumentalizando os membros das comunidades no uso de ferramentas e técnicas
cartográficas, desenvolvendo a
capacidade de ler e interpretar informações contidas em mapas e cartas, bem
como sua confecção e aplicações práticas no cotidiano. O conceito que norteia a
busca pelo alcance dos objetivos é que relações entre culturas e saberes
diversos produzem uma pluriculturalidade e uma simbiose de conhecimentos que
através da cartografia social auxiliem na produção conjunta de técnicas e
manejos para a preservação e gestão sustentável do meio ambiente colaborando na
melhoria das condições de vida das comunidades. Como proposta metodológica são
realizadas oficinas dirigidas de forma participativa e integrada, coletando
histórias sobre os diversos temas levantados, fotografando, filmando e
georeferenciando em campo os pontos do território a serem mapeados, com a colaboração
de todos os membros possíveis da comunidade, afim de que se torne uma
construção coletiva que sirva de base para elaboração de novos projetos
sociais, familiarizando a comunidade com as práticas de trabalhos
coletivos/comunitários, buscando uma interação social na solução de problemas
comuns. Durante o segundo semestre de 2011 foram confeccionados 04 mapas
temáticos pelas comunidades do Kaonge, Dendê, Kalembá, Engenho da Ponte e
Engenho da Praia no município de Cachoeira-Ba, abordando diversos temas como
Cultura, Historicidade, Religião, Águas, etc., Essa produção coletiva, já
apresenta frutos do trabalho desenvolvido, pois as comunidades tem feito uso
dos mapas em diversas ações de iniciativas próprias, base para divulgação de
ações comunitárias, participando também junto
ao grupo acadêmico como multiplicadores em outras comunidades na confecção de
mapas e na motivação das mesmas, tendo uma participação ativa e consolidada.
domingo, 29 de julho de 2012
MAPEAMENTO BIORREGIONAL
Técnicas de Cartografia
Social
Produção : Marcos Barros
Foto: mapa produzido pela comunidade de Graciosa/ Município de Taperoà tendo como facilitadores a turma do ACC Mapeamento Biorregional / UFBA no 1º semestre de 2011
INTRODUÇÃO
As
complexidades do mundo atual nos leva a construir estratégias e criar novos
instrumentos que possam ajudar na compreensão e analise dos novos paradigmas
que se configuram, dando origens as novas relações de mundo. Nessa visão
territorial – global, surge a Cartografia Social como ferramenta de planificação
e transformação, com uma fundamentação na motivação, participação e
desenvolvimento de ações de origens comunitária/coletiva, lançando mão também
de diretivos de rede e ações planejadas como nas modernas gestões empresariais
visando sobre tudo a formação da cidadania dos indivíduos. Assim a Cartografia
Social é um instrumento de exercício participativo, um recurso que deve
auxiliar e dar mais precisão a discussão etnográfica e antropológica,
contribuindo para a compreensão do patrimônio cultural dos povos e permitindo o
auto-conhecimento de cada um, onde a construção de mapas temáticos levam a
reflexão e ao descobrimento por parte dos habitantes de uma região, sobre suas
territorialidades no que diz respeito a espacialidade geográfica, realidades
sócio econômicas, histórico cultural, etc.
OBJETIVOS
Oferecer
aos membros de comunidades tradicionais o direito de mapear seus territórios e
de se transformar em protagonistas de sua própria identidade, produzindo uma
cartografia social baseada no conhecimento das comunidades tradicionais, tendo como produto final mapas que reflitam o entendimento dos membros das comunidades
sobre o seu território e a relação de sua cultura com o mesmo.
Desenvolver
técnicas capazes de auxiliar no processo de aplicação dos conceitos de Cartografia
Social, junto as comunidades tradicionais.
Criar
metodologias de prática das técnicas cartográficas de forma que se tornem
accessíveis aos membros das comunidades, tornando-os capazes de aplicar os
conhecimentos adquiridos na solução das problemáticas sociais.
Identificação
das contribuições e benefícios da utilização da Cartografia Social para com o
desenvolvimento de ações e iniciativas sociais.
Instrumentalizar
o aprendizado no uso de ferramentas e técnicas cartográficas modernas desenvolvendo
a capacidade de ler e interpretar informações contidas em mapas e cartas
diversas bem como sua confecção e aplicações práticas no cotidiano comunitário.
PROPOSTA METODOLÓGICA
O
processo de confecção de Mapas Biorregionais, usando técnicas cartográficas,
junto às comunidades devem ser dirigidos de forma participativa e integrada, com a colaboração direta de todos os seus
membros possíveis, afim de que se torne uma construção coletiva, que sirva de
base para elaboração de novos projetos sociais, familiarizando a comunidade com
as práticas de trabalhos coletivos/comunitários, buscando uma interação social
na solução de problemas comuns. Assim os conhecimentos devem ser passados de
forma prática, procurando fugir a métodos convencionais, e criando dinâmicas de
trabalho a fim de manter o clima de satisfação e motivação dos participantes, realizando
atividades de preferência ao ar livre e no campo, aproximando o desenvolvimento
das ações com o cotidiano de vida de todos os envolvidos, bem como procurando
facilitar o entendimento das técnicas a serem empregadas e suas utilidades no
contexto do dia a dia da vida de cada cidadão.
FONTES DE PESQUISA
Os
estudos aqui abordados foram desenvolvidos durante a realização do ACC
Mapeamento Biorregional, nas comunidades do Kaonge, Dênde, Kalembá, Engenho da
Ponte e Engenho da Praia na região da Bacia do Iguape, município de Cachoeira
no Recôncavo Baiano durante o 2º semestre de 2011 e do Grupo de Mapeamento
Biorregional do Projeto MARSOL nas atividades
realizadas nas comunidades de Graciosa município de Taperoá (Baixo Sul) e Engenho da Cruz (Recôncavo) bem
como literaturas diversas sobre o tema Cartografia Social.
CONCEITOS BÁSICOS
Cartografia – conjunto de técnicas, estudos e operações
cientificas, para confecção e analises de mapas, modelos em relevo do globo,
representando a Terra ou parte dela e ou qualquer parte do Universo.
Mapa – representação convencional gráfica de fenômenos concretos e abstratos
da Terra ou de qualquer parte do Universo.
Cartografia Social – ferramenta de planificação e transformação social,
utilizada como apoio nas atividades de desenvolvimento comunitário, através da
participação descentralizada e democrática, onde é fundamental a atuação de
todos os atores membros da comunidade.
Investigação e Ação Participativa – é uma forma de abordagem da problemática social,
através da investigação participativa, procurando criar um diagnostico e dar
repostas concretas na solução e mudanças das realidades sociais.
Elementos Cartográficos - As convenções
cartográficas abrangem símbolos que, atendendo às exigências da técnica, do
desenho e da reprodução fotográfica, representem de modo mais expressivo, os
diversos acidentes do terreno e objetos topográficos em geral. Elas permitem
ressaltar esses acidentes do terreno, de maneira proporcional à sua
importância, principalmente sob o ponto de vista das aplicações da carta.
(Fonte IBGE).
DESENVOLVIMENTO
1 –
As atividades propostas a serem desenvolvidas junto às comunidades durante o
processo de construção coletiva do Mapeamento Biorregional, foram divididas em oficinas
onde serão apresentados aos participantes às técnicas e os elementos
cartográficos constantes em mapas e cartas, sua utilização prática bem como o
processo de confecção dos mesmos iniciando uma discussão sobre escolha
dos temas a serem mapeados, produção de textos, fotos e vídeos, levantamento
histórico, cultural, etnológico e da diversidade biogeográfica territorial.
ELEMENTOS CARTOGRÁFICOS
ORIENTAÇÃO:
|
Rosa
dos Ventos, Pontos Cardeais, Colaterais, Sub Colaterais.
|
Norte
Geográfico, Norte Magnético,
|
Materiais:
Bússola, Mapas, Projetor de Imagens.
|
ESCALAS
|
Escala
Numérica e Cartográfica
|
Noção
de proporção entre o Território real e a representação no mapa, distâncias.
|
Materiais
– Mapas, Calculadora, Projetor
|
COORDENADAS
|
Latitude, Longitude, Linha do
Equador, Meridiano de Greenwich (Meridianos e Paralelos)
|
Materiais – Globo terrestre, Mapas,
Projetor.
|
LOCALIZAÇÃO/PROJEÇÃO
|
Enquadramento do Território
comunitário na Espacialidade Geográfica (Como a comunidade se vê?)
|
Materiais – Imagens de Satélite,
Projetor de Imagens
|
FONTE
E TITULO
|
Definição dos temas a que se destinam
os mapas, referências sobre a obtenção e veracidade dos dados contidos nos
mesmos.
|
Materiais – Mapas diversos temáticos.
|
LEGENDAS
|
Disposição e inserção dos conteúdos nos mapas,
leitura e interpretação da linguagem cartográfica.
|
Materiais – Mapas, Projetor de
Imagens
|
INSTRUMENTAÇÃO
|
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Uso básico da Bússola e GPS, (SIGs
para comunidades multiplicadoras). Coleta de pontos no campo dos conteúdos a
serem mapeados.
|
Ida a campo em grupos para
fotografar, filmar e coletar pontos com o GPS a serem mapeados.
|
Discussão e avaliação do campo com
relatos das experiências obtidas nas vivências práticas.
|
|
Materiais – Bússola, GPS, papel,
lápis, cartolina, Projetor de Imagens, computador, máquina fotográfica,
filmadora.
|
Transposição dos pontos para os mapas
bases, com uso de computador e programas de SIG.
|
segunda-feira, 16 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
VULCANISMO
Entre os gases expelidos em maior quantidade acham-se os gases sulfurosos, com forte cheiro de enxofre, hidrogênio e grande quantidade de vapor d’água(80 a 95% do total). A parte líquida é constituída pelas lavas, material magmático, em estado de fusão, devido às altas temperaturas, superior a 1000ºC, que se deslocam pelos lados do cone vulcânico. Muitas vezes, ao solidificar, as lavas formam colunas prismáticas, cujo exemplo mais significativo é a denominada "Calçada dos gigantes", na Irlanda.
A matéria sólida ou piroclástico, constitui-se de pedaços das paredes das chaminés, da base do vulcão, ou mesmo pedaços de lava resfriada que são lançadas para o alto através da atmosfera, conhecidas como pedras pomes.
A cinza é a mais comum dos materiais sólidos. Juntamente com os fragmentos, as cinzas podem causar grandes catástrofes, soterrando cidades, quando se depositam em camadas de grande espessura, como aconteceu no ano de 79 d.C, quando inesperadamente o monte Vesúvio entrou em erupção e suas cinzas soterraram as cidades de Pompéia e Herculano do antigo Império Romano.
Sob a crosta terrestre, a uma profundidade de 30 a 70 Km, existe uma camada de rochas, composta de silício e magnésio, e por isso chama-se Sima. A uma temperatura de mais ou menos 1330ºC e sob enormes pressões, essa camada de rocha mantém-se constantemente em estado pastoso (magma). As enormes pressões ainda provocam fendas na crosta, pelas quais o magma pode aflorar à superfície da Terra. Não se sabe ao certo o que impele o magma para cima. Supõe-se que seja a pressão dos gases ou o peso da crosta.
No próprio depósito de magma, origina-se a chaminé, uma das partes que compões o edifício vulcânico. É uma espécie de funil por onde passa os materiais de erupção. Estes vão até a cratera afunilada que se forma nas primeiras explosões do vulcão. Fica geralmente no topo da montanha vulcânica, parte externa do vulcão, em formato de cone. Nem todos os vulcões tem cone. Na ausência deste, a lava e os materiais de erupção são expelidos através de uma fenda solo.
Mas também existem alguns vulcões que apresentam duas ou mais crateras que são chamadas de crateras secundárias e outros apresentam, além da cratera principal, fissuras ou rachaduras no solo por onde saem fumarolas e lava.
As maiores erupções vulcânicas e mais explosivas lançam dezenas a centenas de quilômetros cúbicos de magma sobre a superfície da Terra. Quando um grande volume de magma é removido de baixo de um vulcão, o solo abaixa ou se desmorona no espaço esvaziado, forma uma depressão enorme chamada caldeira. Algumas caldeiras estão a vários quilômetros de profundidade medindo mais de 25 quilômetros de diâmetro. A caldeira agora preenchida pelo Lago da Cratera – Crater Lake, no estado americano do Oregon foi produzido por uma erupção que destruiu um vulcão do tamanho do Monte Sta. Helens e sua cinza vulcânica enviada ao leste distante como Nebraska.
Processos de erupções vulcânicas
Um vulcão quando inicia sua fase de atividade começa com a liberação de gás de enxofre(altamente tóxico), seguido de explosões que lançam lavas. A lava é composta basicamente de ferro e silicato de alumínio em estado pastoso. A composição química do magma ou lava e a quantidade de gás que contém determina a natureza da erupção vulcânica. Basaltos carregados de gás produzem cones de lava. Erupções mais violentas ocorrem quando grandes nuvens de lava entram em contato com a água, produzindo cinza finamente granulada. Quando andesitas, um tipo de mineral, estão carregadas com gás, elas explodem violentamente. Nuvens incandescentes são extremamente destrutivas. Elas são produzidas pelo magma que rompe de forma explosiva na superfície, expelindo gases e derramando lavas derretida pelas encostas das montanhas, a grande velocidade.
Nem todas as erupções são iguais, distingue-se oito tipos de atividade vulcânica:
• Erupção inicial;
• Atividades explosivas;
• Expulsão rítmica de cinza;
• Lagos de lavas;
• Efusão lenta;
• Formação de nuvens ardentes;
• Erupção linear;
• Erupção submarina.
A erupção inicial, caso muito raro, ocorre em lugares onde nunca existiram vulcões, ou onde os vulcões existentes há muito tempo não entram em erupção. Este é o caso do Paricutin no México em 1945. O qual foi estudado de perto e detalhadamente. Primeiro houve fortes tremores de terra. Depois, formou-se repentinamente uma fenda no chão, com meio metro de largura. Desta fenda iniciou-se, logo em seguida, a expulsão de gases e cinzas. Dois dias mais tarde, começou o derramamento de lava. A expansão de gases no interior do vulcão provoca explosões, projetando fragmentos de lava, que muitas vezes se solidificam no ar. Assumem, então, a forma de bombas, isto é, blocos de material sólido ou parcialmente pastoso, que apresentam o aspecto de fuso retorcido, e ou de rapilhos, pedrinhas ou cinzas, se os fragmentos são de dimensões menores.
Expulsão ritimica de cinzas também chamada estrambolina, como do vulcão Strombolino, na Itália, é um dos melhores exemplos deste tipo. O fenômeno se inicia com emanações de vapores, seguida de expulsão de lavas e de fragmentos de material quebrado pelas explosões que são projetadas no espaço e tornam a cair no interior da cratera. Sobrevêem cerca de uns quinze minutos de calma, após reinicia o ciclo, que dura um ou dois minutos.
Lagos de lavas ou também chamado atividade do tipo havaiano. São bem poucos os vulcões que se enquadram nesta categoria e um desses casos raros é o Kilauea, localizado no monte Mauna Loa (cerca de 4200 metros), no Havaí. Tem uma vasta cratera, e em seu interior está o lago de lavas fundida e incandescentes, com a temperatura de cerca de 1050º C na superfície.
Efusão lenta representa um estágio muito comum, e ocorre ocasionalmente no Vesúvio e no Etna (Itália). A lava sai da cratera ou dos flancos, e derrama-se lentamente pelos lados da montanha vulcânica.
As nuvens ardentes são provocadas pela grande quantidade de gases que podem ficar na lava sob forte pressão. A força expansiva dos gases, que se exerce sobre o teto, acaba por rompê-lo. Então a pressão bruscamente decresce, e ocorre a explosão, acompanhada de lava e fragmentos incandescentes e gases superaquecidos. Juntamente com os gases, essas partículas formam uma espécie de nuvem e, sob pressão gasosa, explodem no interior da própria nuvem.
A erupção linear verifica-se em algumas regiões da crosta, sujeitadas a grande tensão, podem abrir-se largas e profundas fendas. Quando estas atingem a área magmática, e são novamente abertas pela repetições de pressões, ocorrem atividades vulcânicas de natureza explosiva ou efusiva e ocorrem com maior frequência na Islândia.
As erupções submarinas, como o próprio nome está dizendo, ocorrem nas profundezas de mares e oceanos no que, não raro, faz elevar-se novas terras e surgir uma ilha do dia para a noite.
Após uma erupção, lentamente a lava se resfria, se solidifica e obstrui a chaminé. Se a obstrução for completa, diz-se que o vulcão está extinto. Se é incompleta, deixando uma abertura por onde passem as fumarolas ou gases, o vulcão está temporariamente inativo. Passando alguns anos, costuma-se suceder que reservatório de magma se enche novamente, e começa a empurrar o obstáculo formado pela lava solidificada. Quando essa pressão vence a resistência, verifica-se na erupção, precedida de tremores da terra, ruídos, fendas e fumaça.
A maioria dos vulcões compostos tem uma cratera no ápice que contém uma abertura central ou um grupo de várias aberturas. A lavas ou fluem pela abertura do muro da cratera ou sai das fissuras nos flancos do cone. A lava, solidificada dentro das fissuras, formam diques que agem como apoio e fortalecem muito o cone do vulcão. A característica essencial de um vulcão composto é um sistema de canal pelo qual o magma do fundo da crosta terrestre da Terra sobe para superfície.
O vulcão é construído pelo acúmulo de material que flui pelo canal e aumenta o vulcão em tamanho com mais lava, cinzas, e outros materiais vulcânicos, etc.., que são adicionados as suas rampas. Quando um vulcão composto fica inativo ou adormecido, a erosão começa a destruir o cone. Quando o cone é destruído, o magma endurecido que enche o canal(tampa a cratera) e as fissuras(os diques) é exposto, e também é lentamente reduzido através da erosão. Finalmente, todos os restos remanescentes voltam tapar o complexo de diques que projeta sobre a superfície da terra – uma sombra que lembra o desaparecimento do vulcão.
Caldeiras
Caldeiras são depressões normalmente grandes, cercadas com escarpas íngreme, amoldadas em forma de bacias formadas pelo colapso de uma grande área em cima e ao redor de uma mais aberturas vulcânicas. As Caldeiras variam em forma e são classificadas segundo os tamanhos das depressões aproximadamente circulares medindo de 1 a 15 milhas de diâmetro e para as enormes depressões alongadas medindo tanto quanto 60 milhas de comprimento.
Formação dos vulcões
Os vulcões são responsáveis pela liberação de magma acima da superfície da crosta. Eles funcionam como válvulas de escape do magma (rocha em estado ígneo) e dos gases que existem na camadas mais interiores da Terra.
Tais materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como sob elevadas temperaturas. Diz-se, ainda, que o movimento das placas tectônicas pode causar as erupções vulcânicas.
Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas, dos materiais das profundas camadas do interior do Planeta, fusão que produz o magma, expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria das placas tectônicas.
Em alguns casos os vulcões ocorrem em "ponto quente" no meio das placas tectônicas, como o caso do campo vulcânico no parque nacional de Yellowstone nos Estados Unidos ou das ilhas Havaianas.
Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento das placas: zonas de divergências ou de abertura, como as dorsais oceânicas ou certas bacias de afundamento, zonas de convergências ou de subducção, que dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e às cordilheiras de limites de placas (Andes); zonas "intraplaca", delimitadas pela existência de fissuras locais na crosta terrestre.
A profundidade e a diversidade dos materiais, determinam a composição das magmas. Assim, o magma resultante de vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza toleítica; o proveniente de vulcanismo ligado à subducçaõ é calco-alcalino; e o originado de vulcões intraplaca é essencialmente alcalino.
Os produtos vulcânico são classificados segundo a composição química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim, as lavas, as projeções e os gases.
As lavas é a parte líquida do magma; ela forma o derramamento ou a extrusão, de acordo com sua maior ou menor viscosidade. Em geral, as lavas básicas são mais fluidas que ácidas, e se solidificam rapidamente e são freqüentemente cheias de bolhas.
As projeções resultantes das fases explosivas são classificadas em função de suas dimensões em : bombas, escórias, lapíli (produtos sólidos provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras. A cimentação dessas projeções forma os tufos vulcânicos (qualquer dos produtos de projeção vulcânicas que se hajam consolidado). Os gases dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo sobremaneira na evolução destas.
Onde duas placas movem-se se afastando, as erupções vulcânicas não são tão explosivas, gerados apenas rios de lavas mais fluida com entre 1 e 10 metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões no Havaí e Islândia são exemplos típicos desse tipo de vulcão.
O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e fragmentos de lava podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor. A colisão das placas na crostas oceânicas produziu arcos de ilhas, como as Antilhas e as ilhas japonesas.
A maioria dos mais altos são na verdade, uma composição dos dois tipos descritos acima. São formados por um ciclo de pequenas erupções de lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção explosiva que forma um cone central resistente.
No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de fissuras aconteceram e formaram extensos platôs de até 130,000 Km², como é o caso do Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje no fundo dos oceanos, onde os pavimentos está em constante formação.
Vulcões com erupções são chamados ativos, e aqueles onde não ocorrem mais erupções são os extintos. Os vulcões apresentam, períodos de "repouso" (fase de letargia) mais ou menos longos (de100 a 10 mil anos podendo chegar a até 100 mil anos).
Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também chamadas eruptivas, magmáticas ou vulcânicas. Elas nada mais são do que a lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura de 850º a 1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material líquido. Se a lava esfria devagar os cristais podem ter tempo para crescer. Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.
A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre 5 a 20 Km) e do volume da câmara ou reservatório magmático. As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentre as mais mortíferas, destacam-se as erupções do Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée, na Martinica (1902) e a do Nevado Del Ruiz, na Colômbia (1985).
Importância do Vulcanismo
O vulcanismo é um fenômeno natural dos mais importantes que acontecem na crosta terrestre e principalmente no fundo dos oceanos, que cobrem 2/3 da superfície de nosso planeta e que são totalmente formados de lavas, onde também encontramos a mais colossal cadeia montanhosa com cerca de 7.000 Km de comprimento, 1.000 de largura e 3.000 de altura a grande dorsal suboceânica, que é formada por uma ininterrupta sucessão de vulcões.
Sua importância torna-se ainda mais visíveis quando levamos em consideração que as lavas constituem o principal componente da crosta terrestre, os movimentos das placas rígidas que esta crosta é formada e que está estreitamente relacionada aos fenômenos vulcânicos, participando tanto dos tremores de terra como do fundo oceânico, da deriva dos continentes e na participação do erguimento de montanhas.
O vulcanismo teve papel determinante nos primórdios da formação geológica de nosso globo, além disso ele também é responsável pelo aparecimento de novas terras e na subsistência de milhares de pessoas que vivem e cultivam as ricas terras de seus arredores. Sem a poeira e as cinzas vulcânicas , os solos seriam bem mais pobres e menos férteis, e sem fumarolas sulfurosas, existiriam menos jazidas metalíferas como as de cobre, zinco, magnésio, chumbo, mercúrio e outros, das quais a humanidade se aproveita.
Os vulcões provêem uma grande quantidade de riquezas dos recursos naturais. Emissão de pedra vulcânica, suprimento de gás a vapor são fontes de materiais industriais importantes e de substâncias químicas, como púmice, ácido bórico, amônia, e gás carbônico, além do enxofre. Na Islândia a maioria das casas em Reykjavik tem água aquecida proveniente dos vulcões. Estufas são aquecidas da mesma maneira e podem prover legumes frescos e frutas tropicais para esta ilha de clima báltico. Também é explorado o vapor geotermal como uma fonte de energia para a produção de eletricidade na Itália, Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Japão e Rússia.
O estudo científico dos vulcões provê informação útil sobre os processos de mudança da Terra. Apesar do constante perigo e destrutivo do vulcões, as pessoas continuam a viver próximas aos mesmos devido à fertilidade do solo vulcânico. Elas também são atraídas pela energia geotérmica, abundante nestas regiões, além de fonte de turismo.
Lava e Magma
Fundida, quente ou liquefeita, as rochas localizadas profundamente debaixo da superfície da Terra são chamadas de magma.
Quando um vulcão estoura ou uma fenda ou rachadura acontece na Terra, o magma sobe e transborda. Quando flui para fora do vulcão ou fenda, normalmente misturado com o vapor e suprimento de gás, é chamada de lava. A lava fresca varia de 1,300º a 2,200º F (700º a 1,200º C) em temperatura e brilhos vermelho a branco quando flui. Quantidades enormes de lava, bastante para inundar a zona rural inteira, podem ser produzidas pela erupção de um vulcão principal. Durante a erupção do vulcão Mauna Loa no Havaí em 1887, aproximadamente 2,3 milhões de toneladas métricas de lava por hora foi despejada por mais de seis dias.
Algumas lavas são bastante líquidas para fluir em declivo a 55 quilômetros por hora. Outros movem-se à taxa de só poucas polegadas por dia. A velocidade do fluxo depende da temperatura e composição do material da lava. Todas as lavas contém uma alta porcentagem de sílica, uma combinação composta de elemento químico, silicone e oxigênio. Dependendo da quantidade de sílica existente na lava, ela pode ser classificada de seguinte forma:
• Lavas que contem de 65 a 75% de sílica são chamadas rhyolites. As lava rhyolites derretem a mais baixas temperaturas e estão mais leves em peso e cor que as formadas de balsatos. Lavas de Rhyolites são bastante viscosas, ou espessas, e contém grandes quantidades de gás. O gás ferve frequentemente e é lançado para fora com a força explosiva e expele quantias grandes de cinzas;
• As lavas com 50 a 65% de sílica são andesites;
• As lavas com menos de 50% de sílica são basaltos.
Porém, às vezes quando a lava é lançada mais lentamente surgem bolhas em sua superfície ou até mesmo quando a lava endurece. Quando estas bolhas são minúsculas e acumuladas muito próximas, formam-se um tipo de rocha mais leve chamada púmice, conhecida por nós como pedra pomes. Qualquer tipo de lava pode se transforma em púmice, mas a maioria delas desenvolve-se em rhyolites.
A púmice é comercialmente usada para limpar e polir madeira, metal, e outras superfícies. Mais recentemente ela é usada em argamassa para a construção, revestimento de concreto, isolante, forração para paredes acústicas e gesso.
Partes de um vulcão:

Durante as erupções são expelidos materiais gasosos, líquidos e sólidos. Muitas vezes o material gasoso é expelido junto com partículas sólidas(cinzas), que podem atingir quilômetros de altura. Outras vezes, podem formar fumarolas, nuvens densas e opacas que deslizam pelos lados do vulcão, formando as nuvens ardentes, cuja temperatura pode atingir 1000ºC, queimando tudo que encontram.
Tais materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como sob elevadas temperaturas. Diz-se, ainda, que o movimento das placas tectônicas pode causar as erupções vulcânicas.
Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas, dos materiais das profundas camadas do interior do Planeta, fusão que produz o magma, expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria das placas tectônicas.
Em alguns casos os vulcões ocorrem em "ponto quente" no meio das placas tectônicas, como o caso do campo vulcânico no parque nacional de Yellowstone nos Estados Unidos ou das ilhas Havaianas.
Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento das placas: zonas de divergências ou de abertura, como as dorsais oceânicas ou certas bacias de afundamento, zonas de convergências ou de subducção, que dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e às cordilheiras de limites de placas (Andes); zonas "intraplaca", delimitadas pela existência de fissuras locais na crosta terrestre.
A profundidade e a diversidade dos materiais, determinam a composição das magmas. Assim, o magma resultante de vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza toleítica; o proveniente de vulcanismo ligado à subducçaõ é calco-alcalino; e o originado de vulcões intraplaca é essencialmente alcalino.
Os produtos vulcânico são classificados segundo a composição química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim, as lavas, as projeções e os gases.
As lavas é a parte líquida do magma; ela forma o derramamento ou a extrusão, de acordo com sua maior ou menor viscosidade. Em geral, as lavas básicas são mais fluidas que ácidas, e se solidificam rapidamente e são freqüentemente cheias de bolhas.
As projeções resultantes das fases explosivas são classificadas em função de suas dimensões em : bombas, escórias, lapíli (produtos sólidos provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras. A cimentação dessas projeções forma os tufos vulcânicos (qualquer dos produtos de projeção vulcânicas que se hajam consolidado). Os gases dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo sobremaneira na evolução destas.
Onde duas placas movem-se se afastando, as erupções vulcânicas não são tão explosivas, gerados apenas rios de lavas mais fluida com entre 1 e 10 metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões no Havaí e Islândia são exemplos típicos desse tipo de vulcão.
O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e fragmentos de lava podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor. A colisão das placas na crostas oceânicas produziu arcos de ilhas, como as Antilhas e as ilhas japonesas.
A maioria dos mais altos são na verdade, uma composição dos dois tipos descritos acima. São formados por um ciclo de pequenas erupções de lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção explosiva que forma um cone central resistente.
No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de fissuras aconteceram e formaram extensos platôs de até 130,000 Km², como é o caso do Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje no fundo dos oceanos, onde os pavimentos está em constante formação.
Vulcões com erupções são chamados ativos, e aqueles onde não ocorrem mais erupções são os extintos. Os vulcões apresentam, períodos de "repouso" (fase de letargia) mais ou menos longos (de100 a 10 mil anos podendo chegar a até 100 mil anos).
Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também chamadas eruptivas, magmáticas ou vulcânicas. Elas nada mais são do que a lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura de 850º a 1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material líquido. Se a lava esfria devagar os cristais podem ter tempo para crescer. Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.
A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre 5 a 20 Km) e do volume da câmara ou reservatório magmático. As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentre as mais mortíferas, destacam-se as erupções do Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée, na Martinica (1902) e a do Nevado Del Ruiz, na Colômbia (1985).
Importância do Vulcanismo
O vulcanismo é um fenômeno natural dos mais importantes que acontecem na crosta terrestre e principalmente no fundo dos oceanos, que cobrem 2/3 da superfície de nosso planeta e que são totalmente formados de lavas, onde também encontramos a mais colossal cadeia montanhosa com cerca de 7.000 Km de comprimento, 1.000 de largura e 3.000 de altura a grande dorsal suboceânica, que é formada por uma ininterrupta sucessão de vulcões.
Sua importância torna-se ainda mais visíveis quando levamos em consideração que as lavas constituem o principal componente da crosta terrestre, os movimentos das placas rígidas que esta crosta é formada e que está estreitamente relacionada aos fenômenos vulcânicos, participando tanto dos tremores de terra como do fundo oceânico, da deriva dos continentes e na participação do erguimento de montanhas.
O vulcanismo teve papel determinante nos primórdios da formação geológica de nosso globo, além disso ele também é responsável pelo aparecimento de novas terras e na subsistência de milhares de pessoas que vivem e cultivam as ricas terras de seus arredores. Sem a poeira e as cinzas vulcânicas , os solos seriam bem mais pobres e menos férteis, e sem fumarolas sulfurosas, existiriam menos jazidas metalíferas como as de cobre, zinco, magnésio, chumbo, mercúrio e outros, das quais a humanidade se aproveita.
Os vulcões provêem uma grande quantidade de riquezas dos recursos naturais. Emissão de pedra vulcânica, suprimento de gás a vapor são fontes de materiais industriais importantes e de substâncias químicas, como púmice, ácido bórico, amônia, e gás carbônico, além do enxofre. Na Islândia a maioria das casas em Reykjavik tem água aquecida proveniente dos vulcões. Estufas são aquecidas da mesma maneira e podem prover legumes frescos e frutas tropicais para esta ilha de clima báltico. Também é explorado o vapor geotermal como uma fonte de energia para a produção de eletricidade na Itália, Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Japão e Rússia.
O estudo científico dos vulcões provê informação útil sobre os processos de mudança da Terra. Apesar do constante perigo e destrutivo do vulcões, as pessoas continuam a viver próximas aos mesmos devido à fertilidade do solo vulcânico. Elas também são atraídas pela energia geotérmica, abundante nestas regiões, além de fonte de turismo.
Lava e Magma
Fundida, quente ou liquefeita, as rochas localizadas profundamente debaixo da superfície da Terra são chamadas de magma.
Quando um vulcão estoura ou uma fenda ou rachadura acontece na Terra, o magma sobe e transborda. Quando flui para fora do vulcão ou fenda, normalmente misturado com o vapor e suprimento de gás, é chamada de lava. A lava fresca varia de 1,300º a 2,200º F (700º a 1,200º C) em temperatura e brilhos vermelho a branco quando flui. Quantidades enormes de lava, bastante para inundar a zona rural inteira, podem ser produzidas pela erupção de um vulcão principal. Durante a erupção do vulcão Mauna Loa no Havaí em 1887, aproximadamente 2,3 milhões de toneladas métricas de lava por hora foi despejada por mais de seis dias.
Algumas lavas são bastante líquidas para fluir em declivo a 55 quilômetros por hora. Outros movem-se à taxa de só poucas polegadas por dia. A velocidade do fluxo depende da temperatura e composição do material da lava. Todas as lavas contém uma alta porcentagem de sílica, uma combinação composta de elemento químico, silicone e oxigênio. Dependendo da quantidade de sílica existente na lava, ela pode ser classificada de seguinte forma:
• Lavas que contem de 65 a 75% de sílica são chamadas rhyolites. As lava rhyolites derretem a mais baixas temperaturas e estão mais leves em peso e cor que as formadas de balsatos. Lavas de Rhyolites são bastante viscosas, ou espessas, e contém grandes quantidades de gás. O gás ferve frequentemente e é lançado para fora com a força explosiva e expele quantias grandes de cinzas;
• As lavas com 50 a 65% de sílica são andesites;
• As lavas com menos de 50% de sílica são basaltos.
Porém, às vezes quando a lava é lançada mais lentamente surgem bolhas em sua superfície ou até mesmo quando a lava endurece. Quando estas bolhas são minúsculas e acumuladas muito próximas, formam-se um tipo de rocha mais leve chamada púmice, conhecida por nós como pedra pomes. Qualquer tipo de lava pode se transforma em púmice, mas a maioria delas desenvolve-se em rhyolites.
A púmice é comercialmente usada para limpar e polir madeira, metal, e outras superfícies. Mais recentemente ela é usada em argamassa para a construção, revestimento de concreto, isolante, forração para paredes acústicas e gesso.
Partes de um vulcão:

Durante as erupções são expelidos materiais gasosos, líquidos e sólidos. Muitas vezes o material gasoso é expelido junto com partículas sólidas(cinzas), que podem atingir quilômetros de altura. Outras vezes, podem formar fumarolas, nuvens densas e opacas que deslizam pelos lados do vulcão, formando as nuvens ardentes, cuja temperatura pode atingir 1000ºC, queimando tudo que encontram.
Entre os gases expelidos em maior quantidade acham-se os gases sulfurosos, com forte cheiro de enxofre, hidrogênio e grande quantidade de vapor d’água(80 a 95% do total). A parte líquida é constituída pelas lavas, material magmático, em estado de fusão, devido às altas temperaturas, superior a 1000ºC, que se deslocam pelos lados do cone vulcânico. Muitas vezes, ao solidificar, as lavas formam colunas prismáticas, cujo exemplo mais significativo é a denominada "Calçada dos gigantes", na Irlanda.
A matéria sólida ou piroclástico, constitui-se de pedaços das paredes das chaminés, da base do vulcão, ou mesmo pedaços de lava resfriada que são lançadas para o alto através da atmosfera, conhecidas como pedras pomes.
A cinza é a mais comum dos materiais sólidos. Juntamente com os fragmentos, as cinzas podem causar grandes catástrofes, soterrando cidades, quando se depositam em camadas de grande espessura, como aconteceu no ano de 79 d.C, quando inesperadamente o monte Vesúvio entrou em erupção e suas cinzas soterraram as cidades de Pompéia e Herculano do antigo Império Romano.
Sob a crosta terrestre, a uma profundidade de 30 a 70 Km, existe uma camada de rochas, composta de silício e magnésio, e por isso chama-se Sima. A uma temperatura de mais ou menos 1330ºC e sob enormes pressões, essa camada de rocha mantém-se constantemente em estado pastoso (magma). As enormes pressões ainda provocam fendas na crosta, pelas quais o magma pode aflorar à superfície da Terra. Não se sabe ao certo o que impele o magma para cima. Supõe-se que seja a pressão dos gases ou o peso da crosta.
No próprio depósito de magma, origina-se a chaminé, uma das partes que compões o edifício vulcânico. É uma espécie de funil por onde passa os materiais de erupção. Estes vão até a cratera afunilada que se forma nas primeiras explosões do vulcão. Fica geralmente no topo da montanha vulcânica, parte externa do vulcão, em formato de cone. Nem todos os vulcões tem cone. Na ausência deste, a lava e os materiais de erupção são expelidos através de uma fenda solo.
Mas também existem alguns vulcões que apresentam duas ou mais crateras que são chamadas de crateras secundárias e outros apresentam, além da cratera principal, fissuras ou rachaduras no solo por onde saem fumarolas e lava.
As maiores erupções vulcânicas e mais explosivas lançam dezenas a centenas de quilômetros cúbicos de magma sobre a superfície da Terra. Quando um grande volume de magma é removido de baixo de um vulcão, o solo abaixa ou se desmorona no espaço esvaziado, forma uma depressão enorme chamada caldeira. Algumas caldeiras estão a vários quilômetros de profundidade medindo mais de 25 quilômetros de diâmetro. A caldeira agora preenchida pelo Lago da Cratera – Crater Lake, no estado americano do Oregon foi produzido por uma erupção que destruiu um vulcão do tamanho do Monte Sta. Helens e sua cinza vulcânica enviada ao leste distante como Nebraska.
Processos de erupções vulcânicas
Um vulcão quando inicia sua fase de atividade começa com a liberação de gás de enxofre(altamente tóxico), seguido de explosões que lançam lavas. A lava é composta basicamente de ferro e silicato de alumínio em estado pastoso. A composição química do magma ou lava e a quantidade de gás que contém determina a natureza da erupção vulcânica. Basaltos carregados de gás produzem cones de lava. Erupções mais violentas ocorrem quando grandes nuvens de lava entram em contato com a água, produzindo cinza finamente granulada. Quando andesitas, um tipo de mineral, estão carregadas com gás, elas explodem violentamente. Nuvens incandescentes são extremamente destrutivas. Elas são produzidas pelo magma que rompe de forma explosiva na superfície, expelindo gases e derramando lavas derretida pelas encostas das montanhas, a grande velocidade.
Nem todas as erupções são iguais, distingue-se oito tipos de atividade vulcânica:
• Erupção inicial;
• Atividades explosivas;
• Expulsão rítmica de cinza;
• Lagos de lavas;
• Efusão lenta;
• Formação de nuvens ardentes;
• Erupção linear;
• Erupção submarina.
A erupção inicial, caso muito raro, ocorre em lugares onde nunca existiram vulcões, ou onde os vulcões existentes há muito tempo não entram em erupção. Este é o caso do Paricutin no México em 1945. O qual foi estudado de perto e detalhadamente. Primeiro houve fortes tremores de terra. Depois, formou-se repentinamente uma fenda no chão, com meio metro de largura. Desta fenda iniciou-se, logo em seguida, a expulsão de gases e cinzas. Dois dias mais tarde, começou o derramamento de lava. A expansão de gases no interior do vulcão provoca explosões, projetando fragmentos de lava, que muitas vezes se solidificam no ar. Assumem, então, a forma de bombas, isto é, blocos de material sólido ou parcialmente pastoso, que apresentam o aspecto de fuso retorcido, e ou de rapilhos, pedrinhas ou cinzas, se os fragmentos são de dimensões menores.
Expulsão ritimica de cinzas também chamada estrambolina, como do vulcão Strombolino, na Itália, é um dos melhores exemplos deste tipo. O fenômeno se inicia com emanações de vapores, seguida de expulsão de lavas e de fragmentos de material quebrado pelas explosões que são projetadas no espaço e tornam a cair no interior da cratera. Sobrevêem cerca de uns quinze minutos de calma, após reinicia o ciclo, que dura um ou dois minutos.
Lagos de lavas ou também chamado atividade do tipo havaiano. São bem poucos os vulcões que se enquadram nesta categoria e um desses casos raros é o Kilauea, localizado no monte Mauna Loa (cerca de 4200 metros), no Havaí. Tem uma vasta cratera, e em seu interior está o lago de lavas fundida e incandescentes, com a temperatura de cerca de 1050º C na superfície.
Efusão lenta representa um estágio muito comum, e ocorre ocasionalmente no Vesúvio e no Etna (Itália). A lava sai da cratera ou dos flancos, e derrama-se lentamente pelos lados da montanha vulcânica.
As nuvens ardentes são provocadas pela grande quantidade de gases que podem ficar na lava sob forte pressão. A força expansiva dos gases, que se exerce sobre o teto, acaba por rompê-lo. Então a pressão bruscamente decresce, e ocorre a explosão, acompanhada de lava e fragmentos incandescentes e gases superaquecidos. Juntamente com os gases, essas partículas formam uma espécie de nuvem e, sob pressão gasosa, explodem no interior da própria nuvem.
A erupção linear verifica-se em algumas regiões da crosta, sujeitadas a grande tensão, podem abrir-se largas e profundas fendas. Quando estas atingem a área magmática, e são novamente abertas pela repetições de pressões, ocorrem atividades vulcânicas de natureza explosiva ou efusiva e ocorrem com maior frequência na Islândia.
As erupções submarinas, como o próprio nome está dizendo, ocorrem nas profundezas de mares e oceanos no que, não raro, faz elevar-se novas terras e surgir uma ilha do dia para a noite.
Após uma erupção, lentamente a lava se resfria, se solidifica e obstrui a chaminé. Se a obstrução for completa, diz-se que o vulcão está extinto. Se é incompleta, deixando uma abertura por onde passem as fumarolas ou gases, o vulcão está temporariamente inativo. Passando alguns anos, costuma-se suceder que reservatório de magma se enche novamente, e começa a empurrar o obstáculo formado pela lava solidificada. Quando essa pressão vence a resistência, verifica-se na erupção, precedida de tremores da terra, ruídos, fendas e fumaça.
A maioria dos vulcões compostos tem uma cratera no ápice que contém uma abertura central ou um grupo de várias aberturas. A lavas ou fluem pela abertura do muro da cratera ou sai das fissuras nos flancos do cone. A lava, solidificada dentro das fissuras, formam diques que agem como apoio e fortalecem muito o cone do vulcão. A característica essencial de um vulcão composto é um sistema de canal pelo qual o magma do fundo da crosta terrestre da Terra sobe para superfície.
O vulcão é construído pelo acúmulo de material que flui pelo canal e aumenta o vulcão em tamanho com mais lava, cinzas, e outros materiais vulcânicos, etc.., que são adicionados as suas rampas. Quando um vulcão composto fica inativo ou adormecido, a erosão começa a destruir o cone. Quando o cone é destruído, o magma endurecido que enche o canal(tampa a cratera) e as fissuras(os diques) é exposto, e também é lentamente reduzido através da erosão. Finalmente, todos os restos remanescentes voltam tapar o complexo de diques que projeta sobre a superfície da terra – uma sombra que lembra o desaparecimento do vulcão.
Caldeiras
Caldeiras são depressões normalmente grandes, cercadas com escarpas íngreme, amoldadas em forma de bacias formadas pelo colapso de uma grande área em cima e ao redor de uma mais aberturas vulcânicas. As Caldeiras variam em forma e são classificadas segundo os tamanhos das depressões aproximadamente circulares medindo de 1 a 15 milhas de diâmetro e para as enormes depressões alongadas medindo tanto quanto 60 milhas de comprimento.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
A GEOLOGIA DO PLANETA TERRA
O planeta Terra é coberto por uma camada formada por terra e rochas chamada de crosta terrestre ou litosfera. Esta crosta não é lisa e uniforme, mas sim irregular e composta por placas tectônicas. Estas placas não são fixas, pois estão sob o magma (rocha fundida de alta temperatura).
Estas placas tectônicas estão em constante movimento, exercendo pressão umas nas outras. Muitos terremotos são ocasionados pela energia liberada pelo choque entre estas placas. Regiões habitadas, que estão situadas nestas áreas, recebem maior impacto destes terremotos.
Muitos vulcões se formam nestas regiões de convergência entre placas. A ruptura no solo faz com que, muitas vezes, o magma terrestre escape, atingindo a superfície.
O Brasil está situada na parte interna da Placa Sul-Americana, portanto, os tremores de terra sentidos em nosso país são considerados de grau baixo. Isto ocorre, pois estamos distantes das zonas de impacto entre placas.
De acordo com os geólogos, existem 52 placas tectônicas em nosso planeta. São 14 grandes placas e 38 de tamanho menor.
Principais placas tectônicas:- Placa Africana
- Placa Antártida
- Placa da Arábia
- Placa Australiana
- Placa das Caraíbas
- Placa de Cocos
- Placa Euroasiática
- Placa das Filipinas
- Placa Indiana
- Placa Juan de Fuca
- Placa de Nazca
- Placa Norte-americana
- Placa do Pacífico
- Placa de Scotia
- Placa Sul-americana
quarta-feira, 4 de julho de 2012
UM MERGULHO PARA FOTOGRAFAR A DIVISA ENTRE 2 PLACAS TECTÔNICAS
terça-feira, 26 de junho de 2012
NOVOS GEOGLIFOS FORAM ENCONTRADOS NO ACRE
Geoglifo "complexo", com caminhos paralelos, delimitados por muretas, situado a aproximadamente 20 quilômetros de Boca do Acre (AM)
Pesquisadores descobriram mais 20 geoglifos durante sobrevoo nas margens da BR-317, entre os estados do Acre e Amazonas, o que eleva para mais de 300 a ocorrência dessas formas geométricas no solo da Amazônia Ocidental, localizadas principalmente nas bordas de planaltos nos vales dos afluentes a sudeste do Rio Purus.
Os geoglifos são estruturas arqueológicas com desenhos geométricos de vários formatos (linhas, quadrados, círculos, animais e até formas humanas), existentes em diversas partes do mundo. No Acre, só se tornaram visíveis após a derrubada da floresta. Segundo os estudiosos, os “desenhos” descobertos na Amazônia Ocidental são obras de povos antigos e desconhecidos.
Alguns geoglifos têm idade presumida de até dez mil anos e chegam a medir centenas de metros de diâmetro. No Acre, começaram a ser descobertos em pesquisas arqueológicas no final dos anos 1970.
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