domingo, 28 de agosto de 2011

TEORIA DE GAIA

A hipótese Gaia, também denominada como hipótese biogeoquímica, é hipótese controversa em  ecologia profunda que propõe que a biosfera e os componenetes físicos da Terra (atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera) são intimamente integrados de modo a formar um complexo sistema interagente que mantêm as condições climáticas e biogeoquímicas preferivelmente em homeostase. Originalmente proposta pelo investigador britânico James E. Lovelock como hipótese de resposta da Terra, ela foi renomeada conforme sugestão de seu colega, William Golding, como Hipótese de Gaia, em referência a Deusa grega suprema da Terra – Gaia. A hipótese é frequentemente descrita como a Terra como um único organismo vivo. Lovelock e outros pesquisadores que apoiam a ideia atualmente consideram-a como uma teoria científica, não apenas uma hipótese, uma vez que ela passou pelos testes de previsão. O cientista britânico, juntamente com a bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem.
Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores. Com o fenômeno do aquecimento global e a crise climática no mundo, a hipótese tem ganhado  credibilidade entre cientistas.
Relação do ser humano com o planeta
As reações do planeta às ações humanas podem ser entendidas como uma resposta auto-reguladora desse imenso organismo vivo, Gaia, que sente e reage organicamente. A emissão de gás carbônico, de
clorofluorcarbonetos (CFCs), de desmatamentos dos biomas importantes como a floresta amazônica, a concentração de renda, o consumismo e a má distribuição de terra podem causar sérios danos ao grande organismo vivo e aos outros seres vivos, inclusive ao ser humano. Por conta disso, há aumento do efeito-estufa, a intensificação de fenômenos climáticos, o derretimento das calotas polares e da neve eterna das grandes montanhas, a chuva ácida, a miséria e a exclusão humana.
Apesar das dificuldades de definição do que é a vida no mundo científico, essa teoria é uma nova forma de se entender o meio ambiente, pois se sabe que o ser humano faz parte do todo e que o planeta é um ser que se auto-regula. A Terra é uma interação entre o vivo e o não-vivo. Precisamos perceber que fazemos parte de um organismo vivo que se auto-regula e interage com os outros seres. A analogia da
Sequóia esclarece muito: é uma espécie de árvores que chega até 115 metros de altura, e é composta por 97% de material não-vivo. Comparando-a com o planeta Terra, pode-se perceber que o planeta é composto por uma grande quantidade de material não-vivo e possui uma fina camada de vida (seres vivos). O grande corpo do planeta tem a capacidade de auto-regulação, fruto da interação dos seres vivos e não-vivos.

 Hipótese

Os organismos individuais não somente se adaptam ao ambiente fisico, mas, através da sua ação conjunta nos ecossistemas, também adaptam o ambiente geoquímico segundo as suas necessidades biológicas. Desta forma,as comunidades de organismos e seus ambientes de entrada e saída desenvolve-se em conjunto, como os ecossistemas. A química da atmosfera e o ambiente físico da terra são completamente diferentes das condições reinantes em qualquer outro planeta do sistema solar, fato este que levou a hipótese Gaia(sustenta os organismos, principalmente, os microorganismos, evoluíram com o ambiente físico, formando um sistema complexo de controle, o qual mantém favoráveis à vida as condições da terra-Lovelock 1979).

 Hipótese II

A comunidade ocidental tradicionalmente observa os eventos ecológicos através do viés naturalista instituído nos séculos XVIII e XIX, onde há uma clara segregação entre a organicidade propriamente "natural" e o universo dos objetos humanos, ou mundo "artificial". Além disso, não há em momento inicial algum, as possibilidades de infraestrutura orgânica com objetivo de suporte ao organismo informacional. Revisões de conceitos contemporâneos e dos próprios paradigmas científicos procuram atualmente retificar lacunas emergentes nos campos da física quântica, da astronomia e da biologia, além da cibernética e da filosofia. Conceitos novos que desmontam o raciocínio linear e materialista acumulado historicamente, que porém ainda domina diversas instituições científicas, inclusive, algumas ongs ambientalistas. Observando-se através de um viés mais complexo, comprovado pela própria abordagem biológica tradicional, o ecossistema informacional (que também existe na natureza através da linguagem das cores, odores, temperatura, movimentos etc) encontra suporte nos objetos humanos, estendendo a rede orgânica convencionalmente denominada natural, para toda matéria derivada dos organismos vivos. Fato que pode levar à hipótese (esta que não invalida as lutas ecológicas, mas complementa) de que a tecnologia e o meio urbano, as máquinas e a vida artificial são consequências naturais do desdobramento biológico desde a matéria inorgânica, e são portanto, também vivos. Isso deve gerar uma discussão em termos de desequilíbrio ecológico, e não em termos de invasão da artificialidade e exclusão da natureza. Analogias morfológicas e funcionais das formas urbanas e artificiais em geral são ecos da natureza. Portanto, um processo teleológico que institui um caminho através da artificialidade em direção à naturalidade eterna, incluindo assim um suporte informacional como os neurônios, e órgãos de fluxo como as vias de transporte, de amadurecimento e de defesa do organismo em escala global e muitas funções próprias de organismos individualizados. Em proporção semelhante à da sequóia, 99,9% da massa da sociedade humana é "morta", fazendo porém, parte de um corpo constituído por processos orgânicos e fases de crescimento, intimamente ligados aos ritmos circadianos. O processo como um todo assemelha-se aos desdobramentos entre organismos(indivíduos)unicelulares, multicelulares, colônias e novamente, indivíduo(multicelular), num ciclo ascendente e global, lembrando também as funções fractais e o anamorfismo mineral / biológico.
Algumas hipóteses bem conhecidas, mas também com abordagens metafísicas externas à práxis centifica em seus métodos de inferência, afirmam que os minerais são vivos, pois algumas pedras preciosas e semi-preciosas, e muitos elementos geológicos (vide
espeleologia) comportam-se parcialmente como seres vivos, já que nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Fato que em sua incompletude, entra em análise acompanhados dos vírus, inclusive os de computador, pois sabe-se que (os primeiros) são inertes e praticamente minerais quando não hospedados, apesar de evoluirem.
Pesquisas em
inteligência artificial e a própria rotina da internet e dos computadores demonstram que formas "vivas" (trojans, virus, spywares, worms, backdoors, etc.) também comportam-se, em termos epistemológicos, como os seres vivos tradicionais, recebendo de forma ligeiramente irônica, nomes de seres vivos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

GEOFISICA

Rio de 6 mil km é descoberto embaixo do Rio Amazonas
Descoberta foi feita graças a dados de poços perfurados pela Petrobras. Rio corre a 4 mil metros de profundidade






Cientistas descobrem que há um rio subterrâneo de 6 mil km abaixo do sinuoso Rio Amazonas (foto)
Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente.

Foto: AE Ampliar
Entenda como o rio subterrâneo da Amazônia se formou. Clique na imagem para ampliá-la
A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.
Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.
O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.
Características
A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s - maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.
As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.
Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.

domingo, 21 de agosto de 2011

Efeito pré-sal: os novos profissionais

A estatal criou um programa para levantar a demanda e a disponibilidade de mão-de-obra para trabalhar no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. A busca por profissionais especializados, que deverão trabalhar nos projetos até 2020, mostra que a área técnica pode ser uma boa pedida para quem ainda não decidiu a sua carreira. Já estão sendo realizadas pesquisas em universidades e escolas técnicas para mapear a capacidade dessas instituições de formar profissionais com a qualificação requerida pelas exigências do pré-sal.
Em paralelo, a Petrobras está criando uma ação de capacitação dentro do Programa de Desenvolvimento para o pré-sal. Esse programa é composto por um plano de desenvolvimento de cargos críticos, um portfólio de cursos voltados para essa área, simpósios, além da reestruturação dos programas de formação existentes e um programa de qualificação profissional para a área de energia em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), abrangendo universidades e escolas técnicas.
Outra sugestão é acompanhar o lançamento dos editais de seleção do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). O Plano Nacional de Qualificação da instituição pretende treinar, até o final de 2009, cerca de 112 mil profissionais nos níveis básico, médio, técnico e superior, em 17 estados do Brasil onde deverão ocorrer os projetos de investimentos planejados para o setor de petróleo e gás.
Atualmente, o Prominp está em seu 4º ciclo de qualificação profissional. Para ajudar a colocar a mão-de-obra treinada nos três ciclos anteriores, o Prominp criou o banco de currículos on line, que hoje conta com 26 mil currículos de alunos e ex-alunos dos cursos realizados pelo programa. Disponível na internet, o banco online é uma ferramenta gratuita, prática e acessível para qualquer empresa ligada ao setor de petróleo e gás. Basta clicar no Portal de Qualificação no site www.prominp.com.br.
Os estados e regiões contemplados nos quatro ciclos são: Alagoas (Maceió); Amazonas (Coari e Manaus); Bahia (Salvador); Ceará (Fortaleza); Espírito Santo (Vitória e Linhares); Mato Grosso do Sul (Três Lagoas); Minas Gerais (Belo Horizonte); Paraíba (João Pessoa); Paraná (Curitiba); Pernambuco (Recife); Rio de Janeiro (Rio de Janeiro); Rio Grande do Norte (Mossoró); Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Rio Grande); Rondônia (Porto Velho), Santa Catarina (Itajaí), São Paulo (Paulínia, Santos, São José dos Campos e região metropolitana de São Paulo), e Sergipe (Aracaju).

Originalmente publicado em: http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=1488

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Projeto de Escoteiro da Pátria ganha monografia de especialização na UFSM

UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA / RS
O projeto Pequeno Maracajá, desenvolvido desde 2008, pela tropa Sênior do Grupo Escoteiro Tupinambás, de Erechim/RS, foi tema do trabalho final da Especialização em Educação Ambiental na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).


O objetivo do projeto é realizar ações para conscientizar os moradores de áreas rurais, sobre a importância da preservação das espécies gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus) e gato-maracajá (Leopardus wiedii), em franco processo de extinção na região do Alto Uruguai.


A parceira com os integrantes do Grupo Escoteiro Tupinambás se deve a grande experiência da Instituição em desenvolver ações práticas em Educação Ambiental, oportunizando aos jovens a experiência de participar de uma pesquisa científica e, ao mesmo tempo, participarem ativamente como atores sociais intervindo diretamente na busca de soluções, levando aos moradores das áreas rurais informações e orientações de como proceder para evitar o conflito com os felinos.


Para o coordenador do projeto e autor da monografia, Paulo Hubner, os resultados do trabalho servirão para elaborar diversas ações destinadas a reduzir o conflito existente entre agricultores e as espécies de gato-do-mato. Segundo o Biólogo e doutorando em Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alcides Ricieri Rinaldi "Fico feliz em ver um trabalho como esse. Excelente trabalho!!! São ações como esta que considero fundamentais para a conservação de nossa vida natural.", Rinaldi é colaborador do projeto auxiliando com orientações técnicas, visto a sua grande experiência com felinos selvangens.


Para o orientador do Projeto, professor Dr. Dionísio Link, da UFSM "é um excelente trabalho que permitirá avaliar a mudança de atitudes da população entrevistada".
A IMAGEM ACIMA É O DISTINTIVO DE ESCOTEIRO DA PATRIA CONCEDIDO A JOVENS ESCOTEIROS  ENTRE 15 E 18 ANOS APÓS LONGO PERIODO DE ETAPAS A SEREM
REALIZADAS QUE VÃO DESDE CONHECIMENTO TÉCNICAS ESCOTEIRAS ATÉ CIÊNCIA,
CULTURA, ARTES, ETC.


O Projeto Pequeno Maracajá foi apresentado à banca da UFSM no dia 29 julho de 2011.
A evolução do projeto pode se acompanhada no blog http://www.pequenomaracaja.blogspot.com/

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MEIO AMBIENTE

Filhote de tamanduá-bandeira é encontrado em Anápolis (GO)

Morador encontrou o bicho em seu condomínio, nesta quinta-feira (11).
Animal foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais (Cetas).

Adriano Zago Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
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Filhote de tamanduá-bandeira foi encontrado por morador em Anápolis (GO) (Foto: (Foto: Reprodução / TV Anhanguera))Filhote de tamanduá-bandeira foi encontrado por morador em Anápolis (Foto: Reprodução / TV Anhanguera)

O Corpo de Bombeiros Militar encontrou, na manhã desta quinta-feira (11), em um condomínio de Anápolis (GO), um tamanduá-bandeira recém-nascido. O animal foi encontrado por um morador da região que, logo em seguida, ligou para o quartel pedindo ajuda.
Após chegar ao local acionado, os militares levaram o filhote para o Batalhão do Corpo de Bombeiros de Anápolis. Acolhido pelos homens de plantão, o tamanduá foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais (Cetas) da região, onde passará por cuidados até voltar para a natureza.
Espécie
O tamanduá-bandeira é um mamífero que se alimenta de formigas e cupins e é encontrado nas Américas Central e do Sul. Porém, segundo relatório do Ministério do Meio Ambiente divulgado em 2003, o animal está ameaçado de extinção vulnerável, ou seja, existem programas com o objetivo de reproduzir mais espécies na fauna brasileira.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DIREITO CONSTITUCIONAL

Aluna de 22 anos afirma: "Não pago pedágio em lugar nenhum". O texto está correndo o Brasil! LEIA:

06/06/2011
"A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados.
A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte:
"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade " E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens".
A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".
Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas.
"No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.
A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.
Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.
Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.
Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta.
Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008.
Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.
FONTE: JORNAL AGORA
Comentário: E agora, como fica a situação. Quem vai apoiar a advogada?... Ministério Público?... Movimento popular?...
Ela sozinha não vai conseguir convencer o poder constituido.

Vamos ao menos espalhar essa notícia, isso nós podemos fazer para ajudar.

domingo, 7 de agosto de 2011



ASSISTA O VIDEO SOBRE O PARAGUAÇU.

UMA EXCELENTE SUGETÃO PARA QUEM PERDEU  O GLOBO RURAL DO DIA 31.07 E 07.08, APROVEITE E SAIBA MAIS SOBRE GEOGRAFIA DA BAHIA.
http://g1.globo.com/videos/economia/globo-rural/v/poluicao-e-falta-de-mata-ciliar-prejudicam-o-paraguacu/1588428/

sábado, 6 de agosto de 2011

ASTRONOMIA

Em 1608, um fabricante de óculos holandês desenvolveu uma espécie de “óculos de alcance”, que trazia os objetos oito vezes mais perto. O matemático italiano Galileu Galilei soube da novidade e não demorou a construir seu próprio instrumento, com melhorias que permitiam um aumento de 20 vezes. A genialidade de Galileu não se deu apenas no aperfeiçoamento dos tais óculos, mas principalmente na sua utilização. Em vez de ficar bisbilhotando a vizinhança, ou observando navios distantes, Galileu apontou sua invenção para os céus e fez mais descobertas que mudaram o mundo do que qualquer outro já tinha feito antes.

Esse foi o marco inicial de uma ciência chamada Astronomia. Desde então, outras invenções revolucionárias ampliaram enormemente nossa percepção do universo. São telescópios localizados no alto de montanhas em desertos inóspitos ou a 300 mil quilômetros de distância no espaço, detectores de radiação enterrados no gelo do pólo sul e aceleradores de partículas tão grandes que atravessam países. Por isso, hoje sabemos que a Via Láctea é apenas uma entre bilhões de galáxias, compostas por dezenas de bilhões de estrelas cada uma. Podemos descrever o surgimento da matéria, a formação das galáxias, o nascimento das estrelas e de seus subprodutos, os planetas. Nos arriscamos até em prever quando e como se dará o fim do sistema solar.
Nestes 400 anos nosso acúmulo de conhecimento foi de tal magnitude que, recentemente, descobriu-se que 95% do universo é formado por algo completamente desconhecido. A maior parte do universo não é feito do mesmo material que nós somos feitos, de átomos. Parece que estamos vivendo um novo período pré-galileano. Então, o que está por vir pode ser ainda mais fascinante e revolucionário.