Holismo e Visão Sistêmica
O princípio geral do holismo pode ser resumido por Aristóteles na sua Metafísica, quando afirma: O todo é maior do que a simples soma das suas partes.
Holismo foi um termo adotado por Jan Smuts no seu livro “Holism
and Evolution” de 1926. Ele definiu esta ideia como "A tendência da
Natureza a formar, através de evolução criativa, "todos" que são maiores
do que a soma de suas partes". Desde Aristóteles, vê-se as raízes desta
ideia, quando em sua metafísica ele afirma: “o inteiro é mais do que a
simples soma de suas partes”.
Embora antiga, esta concepção só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregada para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser utilizado com o objetivo de minimizar os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é frequentemente associado em discursos ambientalistas.
Este conceito traz uma visão de mundo integrado, como um organismo. Esta nova visão baseia-se na inter-relação e interdependência entre todos os fenômenos, sejam eles físicos, biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Esta proposta prevê uma formulação gradual de uma rede de conceitos e modelos interligados, além de se contrapor ao modelo mecanicista e reducionista ainda dominante na biologia e na medicina.
Desde o século XVII, principalmente com as ideias de Descartes e Newton, o homem vem sendo comparado com uma máquina, concentrando nas propriedades mecânicas da matéria viva e negligenciando o estudo sistêmico da natureza do organismo. A descrição reducionista foi vantajosa para desenvolver um caráter evolutivo, e ainda é, em alguns casos, útil e necessária, porém torna-se perigosa quando é interpretada como uma explicação completa. Atualmente, a biologia traz um paradigma chamado ”biologia de sistemas”, onde vê o organismo como um sistema vivo e não como uma máquina. Os sistemas são totalidades integradas, cujas propriedades não podem ser reduzidas as de unidades menores. A abordagem sistêmica enfatiza os princípios básicos de organização.
O pensamento sistêmico é um pensamento de processo. Na ciência sistêmica, toda estrutura é vista como a manifestação de processos subjacentes. Esta visão carrega a primeira grande diferença entre o homem e a máquina. Afinal, máquinas são construídas e os organismos se desenvolvem. Outra ideia que podemos trazer é o alto grau de flexibilidade e plasticidade encontradas nos organismos.
Os organismos variam sua estrutura dentro de um limite. Este fenômeno de automanutenção é chamado de flutuação ou homeostase, que é um estado de equilíbrio dinâmico, transacional. Não há, portanto, dois organismos que sejam rigorosamente idênticos, muito diferentes das máquinas que funcionam de acordo com cadeias lineares de causa e efeito. O funcionamento do organismo é guiado por modelos cíclicos de fluxo de informação, conhecidos por laços de realimentação. Quando um sistema é afetado, esta é usualmente causada por múltiplos fatores.
Todas estas comparações entre organismos e máquinas originaram, mais tarde, as principais realizações da cibernética, que tinha como intenção, desde o início, criar uma ciência exata da mente. A cibernética sofreu influência da biologia.
Embora antiga, esta concepção só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregada para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser utilizado com o objetivo de minimizar os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é frequentemente associado em discursos ambientalistas.
Este conceito traz uma visão de mundo integrado, como um organismo. Esta nova visão baseia-se na inter-relação e interdependência entre todos os fenômenos, sejam eles físicos, biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Esta proposta prevê uma formulação gradual de uma rede de conceitos e modelos interligados, além de se contrapor ao modelo mecanicista e reducionista ainda dominante na biologia e na medicina.
Desde o século XVII, principalmente com as ideias de Descartes e Newton, o homem vem sendo comparado com uma máquina, concentrando nas propriedades mecânicas da matéria viva e negligenciando o estudo sistêmico da natureza do organismo. A descrição reducionista foi vantajosa para desenvolver um caráter evolutivo, e ainda é, em alguns casos, útil e necessária, porém torna-se perigosa quando é interpretada como uma explicação completa. Atualmente, a biologia traz um paradigma chamado ”biologia de sistemas”, onde vê o organismo como um sistema vivo e não como uma máquina. Os sistemas são totalidades integradas, cujas propriedades não podem ser reduzidas as de unidades menores. A abordagem sistêmica enfatiza os princípios básicos de organização.
O pensamento sistêmico é um pensamento de processo. Na ciência sistêmica, toda estrutura é vista como a manifestação de processos subjacentes. Esta visão carrega a primeira grande diferença entre o homem e a máquina. Afinal, máquinas são construídas e os organismos se desenvolvem. Outra ideia que podemos trazer é o alto grau de flexibilidade e plasticidade encontradas nos organismos.
Os organismos variam sua estrutura dentro de um limite. Este fenômeno de automanutenção é chamado de flutuação ou homeostase, que é um estado de equilíbrio dinâmico, transacional. Não há, portanto, dois organismos que sejam rigorosamente idênticos, muito diferentes das máquinas que funcionam de acordo com cadeias lineares de causa e efeito. O funcionamento do organismo é guiado por modelos cíclicos de fluxo de informação, conhecidos por laços de realimentação. Quando um sistema é afetado, esta é usualmente causada por múltiplos fatores.
Todas estas comparações entre organismos e máquinas originaram, mais tarde, as principais realizações da cibernética, que tinha como intenção, desde o início, criar uma ciência exata da mente. A cibernética sofreu influência da biologia.
Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/23625/holismo-e-visao-sistemica

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