quinta-feira, 30 de abril de 2020

Atualizada em 29 de abril de 2020
Principais informações
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia.
  • Foram confirmados no mundo 3.018.952 casos de COVID-19 (66.276 novos em relação ao dia anterior) e 207.973 mortes (5.376 novas em relação ao dia anterior) até 29 de abril de 2020.
  • O Brasil é um dos países com transmissão comunitária da COVID-19 e confirmou 78.162 casos e 5.466 mortes pela doença até a tarde do dia 29 de abril de 2020.
  • A OPAS e a OMS estão prestando apoio técnico ao Brasil e outros países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.
  • As medidas de proteção são as mesmas utilizadas para prevenir doenças respiratórias, como: se uma pessoa tiver febre, tosse e dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico assim que possível e compartilhar o histórico de viagens com o profissional de saúde; lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool; ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.
  • Os coronavírus são a segunda principal causa do resfriado comum (após rinovírus) e, até as últimas décadas, raramente causavam doenças mais graves em humanos do que o resfriado comum.
  • Há sete coronavírus humanos (HCoVs) conhecidos, entre eles o SARS-COV (que causa síndrome respiratória aguda grave), o MERS-COV (síndrome respiratória do Oriente Médio) e o SARS-CoV-2 (vírus que causa a doença COVID-19).
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Histórico
Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Tratava-se de uma nova cepa (tipo) de coronavírus que não havia sido identificada antes em seres humanos.
Uma semana depois, em 7 de janeiro de 2020, as autoridades chinesas confirmaram que haviam identificado um novo tipo de coronavírus. Os coronavírus estão por toda parte. Eles são a segunda principal causa de resfriado comum (após rinovírus) e, até as últimas décadas, raramente causavam doenças mais graves em humanos do que o resfriado comum.
Ao todo, sete coronavírus humanos (HCoVs) já foram identificados: HCoV-229E, HCoV-OC43, HCoV-NL63, HCoV-HKU1, SARS-COV (que causa síndrome respiratória aguda grave), MERS-COV (que causa síndrome respiratória do Oriente Médio) e o, mais recente, novo coronavírus (que no início foi temporariamente nomeado 2019-nCoV e, em 11 de fevereiro de 2020, recebeu o nome de SARS-CoV-2). Esse novo coronavírus é responsável por causar a doença COVID-19.
A OMS tem trabalhado com autoridades chinesas e especialistas globais desde o dia em que foi informada, para aprender mais sobre o vírus, como ele afeta as pessoas que estão doentes, como podem ser tratadas e o que os países podem fazer para responder.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem prestado apoio técnico aos países das Américas e recomendado manter o sistema de vigilância alerta, preparado para detectar, isolar e cuidar precocemente de pacientes infectados com o novo coronavírus.
Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
Em 30 de janeiro de 2020, a OMS declarou que o surto do novo coronavírus constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Essa decisão buscou aprimorar a coordenação, a cooperação e a solidariedade global para interromper a propagação do vírus.. Essa decisão aprimora a coordenação, a cooperação e a solidariedade global para interromper a propagação do vírus.
A ESPII é considerada, nos termos do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), “um evento extraordinário que pode constituir um risco de saúde pública para outros países devido a disseminação internacional de doenças; e potencialmente requer uma resposta internacional coordenada e imediata”.
É a sexta vez na história que uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional é declarada. As outras foram:
  • 25 de abril de 2009 – pandemia de H1N1
  • 5 de maio de 2014 – disseminação internacional de poliovírus
  • 8 agosto de 2014 – surto de Ebola na África Ocidental
  • 1 de fevereiro de 2016 – vírus zika e aumento de casos de microcefalia e outras malformações congênitas
  • 18 maio de 2018 – surto de ebola na República Democrática do Congo
A responsabilidade de se determinar se um evento constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional cabe ao diretor-geral da OMS e requer a convocação de um comitê de especialistas – chamado de Comitê de Emergências do RSI.
Esse comitê dá um parecer ao diretor-geral sobre as medidas recomendadas a serem promulgadas em caráter emergencial. Essas Recomendações Temporárias incluem medidas de saúde a serem implementadas pelo Estado Parte onde ocorre a ESPII – ou por outros Estados Partes conforme a situação – para prevenir ou reduzir a propagação mundial de doenças e evitar interferências desnecessárias no comércio e tráfego internacional.
Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia. O termo “pandemia” se refere à distribuição geográfica de uma doença e não à sua gravidade. A designação reconhece que, no momento, existem surtos de COVID-19 em vários países e regiões do mundo.
Perguntas e respostas
O que é COVID-19?
COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo novo coronavírus, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China.
Quais são os sintomas de alguém infectado com COVID-19?Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas e não se sentem mal. A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Uma em cada seis pessoas que recebe COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar. As pessoas idosas e as que têm outras condições de saúde como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.
Os coronavírus podem ser transmitidos de pessoa para pessoa?
Sim, alguns coronavírus podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, geralmente após contato próximo com um paciente infectado, por exemplo, em casa, no local de trabalho ou em um centro de saúde.
Como o vírus responsável pela COVID-19 se espalha?
As pessoas podem pegar a COVID-19 de outras pessoas que têm o vírus. A doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando uma pessoa com COVID-19 tosse ou espirra. Essas gotículas podem pousar em objetos e superfícies ao redor da pessoa – como mesas ou celulares. As pessoas pegam COVID-19 quando tocam nesses objetos ou superfícies com as mãos ou outra parte do corpo e, em seguida, tocam os olhos, nariz ou boca. As pessoas também podem pegar COVID-19 se inspirarem gotículas de uma pessoa com COVID-19 que tosse ou espirra. É por isso que é importante ficar a mais de 1 metro de distância de uma pessoa doente.
A OPAS e a OMS estão avaliando pesquisas em andamento sobre a maneira como o vírus causador da COVID-19 é disseminado e continuarão a compartilhar descobertas atualizadas.
O vírus que causa a COVID-19 pode ser transmitido pelo ar?
Estudos até o momento sugerem que o vírus que causa a COVID-19 é transmitido principalmente pelo contato com gotículas respiratórias – e não pelo ar.
É possível pegar COVID-19 de uma pessoa que não apresenta sintomas?
A principal maneira pela qual a doença se espalha é através de gotículas respiratórias expelidas por alguém que está tossindo. O risco de contrair COVID-19 de alguém sem sintomas é muito baixo. No entanto, muitas pessoas com COVID-19 têm apenas sintomas leves – particularmente nos estágios iniciais da doença. Portanto, é possível pegar COVID-19 de alguém que tenha, por exemplo, apenas uma tosse leve e não se sinta mal. A OMS está avaliando pesquisas em andamento sobre o período de transmissão da COVID-19 e continuará a compartilhar descobertas atualizadas.
Quanto tempo pacientes devem ficar isolados após o desaparecimento dos sintomas?
Pelo que se sabe até o momento, a principal forma de transmissão ocorre por pessoas que apresentam sintomas. Conforme o que já foi documentado na China, Singapura e Alemanha, alguns pacientes com COVID-19 podem espalhar vírus de 24 a 48 horas antes do início dos sintomas e de 3 a 4 semanas após o início dos sintomas.
Por isso, a OMS recomenda que os pacientes sejam liberados do isolamento somente após terem dois testes negativos – com pelo menos 24 horas de intervalo – e estejam clinicamente recuperados. Se o teste não for possível, é prudente que os indivíduos continuem isolados por mais duas semanas após o fim dos sintomas, pois eles podem continuar a disseminar o vírus. 
Posso pegar COVID-19 de fezes de alguém com a doença?
O risco de pegar COVID-19 de fezes de uma pessoa infectada é aparentemente baixo. Embora as investigações iniciais apontem que o vírus possa estar presente nas fezes em alguns casos, a disseminação por essa via não é uma das características principais do surto. A OMS está avaliando pesquisas em andamento sobre a maneira como o vírus que causa COVID-19 é disseminado e continuará a compartilhar novas descobertas. Esse é mais um motivo para limpar as mãos regularmente, depois de usar o banheiro e antes de comer.
Existe uma vacina ou medicamento contra COVID-19?
Ainda não. Até o momento, não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a COVID-2019. As pessoas infectadas devem receber cuidados de saúde para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera graças aos cuidados de suporte.
Atualmente, estão sendo investigadas possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos, com testes através de ensaios clínicos. A OMS está coordenando esforços para desenvolver vacinas e medicamentos para prevenir e tratar a COVID-19.
As maneiras mais eficazes de proteger a si e aos outros contra a COVID-19 são limpar frequentemente as mãos, cobrir a tosse com a parte interior do cotovelo ou lenço e manter uma distância de pelo menos 1 metro das pessoas que estão tossindo ou espirrando.
O que posso fazer para me proteger e evitar transmitir para outras pessoas?
A maioria das pessoas infectadas experimenta uma doença leve e se recupera, mas pode ser mais grave para outras pessoas. Mantenha-se informado sobre os últimos desenvolvimentos a respeito da COVID-19 e faça o seguinte para cuidar da sua saúde e proteger a dos outros:
• Lave as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool, para matar vírus que podem estar nas suas mãos.
• Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Quando alguém tosse ou espirra, pulveriza pequenas gotas líquidas do nariz ou da boca, que podem conter vírus. Se você estiver muito próximo, poderá inspirar as gotículas – inclusive do vírus da COVID-19 se a pessoa que tossir tiver a doença.
• Evite tocar nos olhos, nariz e boca. As mãos tocam muitas superfícies e podem ser infectadas por vírus. Uma vez contaminadas, as mãos podem transferir o vírus para os olhos, nariz ou boca. A partir daí, o vírus pode entrar no corpo da pessoa e deixá-la doente.
• Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com a parte interna do cotovelo ou lenço quando tossir ou espirrar (em seguida, descarte o lenço usado imediatamente). Gotículas espalham vírus. Ao seguir uma boa higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor contra vírus responsáveis por resfriado, gripe e COVID-19.
• Fique em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico. Siga as instruções da sua autoridade sanitária nacional ou local, porque elas sempre terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área.
• Pessoas doentes devem adiar ou evitar viajar para as áreas afetadas por coronavírus. Áreas afetadas são países, áreas, províncias ou cidades onde há transmissão contínua -- não áreas com apenas casos importados.
• Os viajantes que retornam das áreas afetadas devem monitorar seus sintomas por 14 dias e seguir os protocolos nacionais dos países receptores; e se ocorrerem sintomas, devem entrar em contato com um médico e informar sobre o histórico de viagem e os sintomas.
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Os seres humanos podem ser infectados por um novo coronavírus de origem animal?
Uma série de investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de civetas para humanos na China em 2002 e o MERS-CoV de camelos dromedários para humanos na Arábia Saudita em 2012. Vários coronavírus conhecidos estão circulando em animais que ainda não infectaram humanos. À medida que a vigilância melhora no mundo, é provável que mais coronavírus sejam identificados.
Qual é a orientação da OPAS e da OMS no que diz respeito ao uso de máscaras?
A OPAS e a OMS recomendam que as máscaras cirúrgicas sejam usadas por:
  • pessoas com sintomas respiratórios, como tosse ou dificuldade de respirar, inclusive ao procurar atendimento médico
  • profissionais de saúde e pessoas que prestam atendimento a indivíduos com sintomas respiratórios
  • profissionais de saúde, ao entrar em uma sala com pacientes ou tratar um indivíduo com sintomas respiratórios
O uso de máscaras não é necessário para pessoas que não apresentem sintomas respiratórios. No entanto, máscaras podem ser usadas em alguns países de acordo com os hábitos culturais locais.
As pessoas que usarem máscaras devem seguir as boas práticas de uso, remoção e descarte, assim como higienizar adequadamente as mãos antes e após a remoção. Devem também lembrar que o uso de máscaras deve ser sempre combinado com as outras medidas de proteção (veja a pergunta “O que posso fazer para me proteger e evitar transmitir para outras pessoas?”).
Como colocar, usar, tirar e descartar uma máscara:
1. Lembre-se de que uma máscara deve ser usada apenas por profissionais de saúde, cuidadores e indivíduos com sintomas respiratórios, como febre e tosse.
2. Antes de tocar na máscara, limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou água e sabão
3. Pegue a máscara e verifique se está rasgada ou com buracos.
4. Oriente qual lado é o lado superior (onde está a tira de metal).
5. Assegure-se que o lado correto da máscara está voltado para fora (o lado colorido).
6. Coloque a máscara no seu rosto. Aperte a tira de metal ou a borda rígida da máscara para que ela se adapte ao formato do seu nariz.
7. Puxe a parte inferior da máscara para que ela cubra sua boca e seu queixo.
8. Após o uso, retire a máscara; remova as presilhas elásticas por trás das orelhas, mantendo a máscara afastada do rosto e das roupas, para evitar tocar nas superfícies potencialmente contaminadas da máscara.
9. Descarte a máscara em uma lixeira fechada imediatamente após o uso.
10. Higienize as mãos depois de tocar ou descartar a máscara – use um higienizador de mãos à base de álcool ou, se estiverem visivelmente sujas, lave as mãos com água e sabão.
Alguns países têm recomendado o uso de máscaras caseiras, feitas com panos. Atualmente, não há evidências científicas fortes de que isso terá um papel importante na redução da velocidade de transmissão da COVID-19.
Qual o período de incubação do vírus causador da COVID-19?
O período de incubação é o tempo entre ser infectado pelo vírus e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais do período de incubação variam de 1 a 14 dias, mais frequentemente ao redor de cinco dias. Essas estimativas estão sendo atualizados à medida que mais dados se tornam disponíveis.
Quanto tempo o vírus sobrevive em superfícies?
Não se sabe ao certo quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive em superfícies, mas ele parece se comportar como outros coronavírus. Uma série de estudos aponta que os coronavírus (incluindo informações preliminares sobre o vírus que causa COVID-19) podem persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. Isso pode variar conforme diferentes condições (por exemplo, tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente).
Se você acha que uma superfície pode estar infectada, limpe-a com um desinfetante simples para matar o vírus e proteger a si e aos outros. Limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou lave-as com água e sabão. Evite tocar nos olhos, boca ou nariz.
É seguro receber um pacote de qualquer área em que a COVID-19 tenha sido notificada?
Sim. A probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de pegar o vírus que causa a COVID-19 em um pacote que foi movido, transportado e exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.
O que posso fazer para evitar a propagação da COVID-19 no meu local de trabalho?
Antes de viajar e com base nas informações mais atualizadas, seu local de trabalho deve avaliar os benefícios e riscos relacionados a planos de viagens. Evite enviar funcionários com maior risco de doenças graves (por exemplo, pessoas idosas e com condições de saúde como diabetes, doenças cardíacas e pulmonares) para áreas com propagação de COVID-19.
Além disso, as(os) funcionárias(os) que retornem de uma área com propagação de COVID-19 devem monitorar sintomas por 14 dias e medir a temperatura duas vezes ao dia. Se a(o) funcionária(o) tiver tosse leve ou febre baixa (ou seja, uma temperatura de 37,3 ºC ou mais), deve ficar em casa e se auto isolar. Isso significa evitar contato próximo (ficar a um metro de distância) com outras pessoas, incluindo membros da família. A pessoa também deve telefonar para seu profissional de saúde ou departamento de saúde pública local, fornecendo detalhes de viagens e sintomas recentes.
Funcionárias(os) também devem ser incentivadas(os) a lavarem as mãos regularmente e a manterem pelo menos um metro de distância de pessoas que estejam tossindo ou espirrando. Devem ainda cumprir as instruções das autoridades do local para onde estão viajando. Se, por exemplo, as autoridades locais lhes dizem para não ir a algum lugar, isso deve ser cumprido.
A OMS disse que notas de dinheiro carregam COVID-19?
Não. A Organização Mundial da Saúde não disse que notas de dinheiro transmitem COVID-19, nem emitiu avisos ou declarações sobre isso. A OMS recomenda que as pessoas lavem as mãos regularmente com água e sabão ou higienizador à base de álcool, para matar vírus que possam estar nas mãos.
Quem está em risco de desenvolver doenças graves?
As informações disponíveis atualmente apontam que o vírus pode causar sintomas leves e semelhantes aos da gripe, além de doenças mais graves. Os pacientes apresentam uma variedade de sintomas: febre (83%-98%), tosse (68%) e falta de ar (19%-35%). Com base nos dados atuais, 81% dos casos parecem ter doença leve ou moderada, 14% parecem progredir para doença grave e 5% são críticos. Pessoas idosas e com condições de saúde pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabetes) parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que outros.
A OPAS ou a OMS divulgaram uma receita de gel pra fazer em casa?
Não, a OPAS e a OMS não divulgaram receita de gel para fazer em casa. Esse processo de produção caseira pode, inclusive, ser prejudicial à saúde. A recomendação da OPAS e da OMS é lavar as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool. Tanto álcool em gel quanto água e sabão são eficazes para matar vírus que podem estar nas mãos ou outra parte do corpo.
Fumantes e usuários de produtos de tabaco correm maior risco de infecção por COVID-19?
É provável que os fumantes sejam mais vulneráveis ao COVID-19, pois o ato de fumar significa que os dedos (e possivelmente os cigarros contaminados) estão em contato com os lábios, o que aumenta a possibilidade de transmissão do vírus da mão para a boca. Os fumantes também podem já ter doença pulmonar ou capacidade pulmonar reduzida, o que aumentaria muito o risco de doença grave.
Outros produtos para fumar, como bongs, que geralmente envolvem o compartilhamento, podem facilitar a transmissão da COVID-19 em ambientes comunitários e sociais.
Condições que aumentem as necessidades de oxigênio ou reduzem a capacidade do corpo de usá-lo adequadamente colocam os pacientes em maior risco de doenças pulmonares graves, como pneumonia.
Pessoas que vivem com HIV correm um risco maior de serem infectadas pelo vírus que causa COVID-19?
As pessoas que vivem com HIV com doença avançada, aquelas com CD4 baixo e alta carga viral e aquelas que não estão em tratamento antirretroviral têm um risco aumentado de infecções e complicações relacionadas. Não se sabe se a imunossupressão causada pelo HIV colocará uma pessoa em maior risco para a COVID-19. Portanto, até que se saiba mais, devem ser tomadas precauções adicionais para todas as pessoas com HIV avançado ou pouco controlado.
No momento, não há evidências de que o risco de infecção ou complicações da COVID-19 seja diferente entre pessoas vivendo com HIV, clinicamente e imunologicamente estáveis ​​no tratamento anti-retroviral, quando comparadas à população em geral. As pessoas que vivem com o HIV e estão tomando medicamentos antirretrovirais devem garantir que tenham um suprimento de ao menos 30 dias a 6 meses de remédios e garantir que suas vacinas estejam em dia.
Outras informações:
Posso pegar COVID-19 do meu animal de estimação?
Houve casos de animais de pacientes com COVID-19 infectados com a doença. Como órgão intergovernamental responsável por melhorar a saúde animal no mundo, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vem desenvolvendo orientações técnicas sobre tópicos especializados relacionados à saúde animal, dedicados a serviços veterinários e especialistas técnicos (incluindo testes e quarentena).
  • Existe a possibilidade de alguns animais serem infectados pelo contato próximo com seres humanos infectados. Ainda são necessárias mais evidências para entender se animais podem espalhar a doença.
  • Com base nas evidências atuais, a transmissão de humano para humano continua sendo o principal fator.
  • Ainda é muito cedo para dizer se os gatos podem ser o hospedeiro intermediário na transmissão da COVID-19.
Notificação da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19)
29 de abril de 2020
Mundo
3.018.952 confirmados (66.276 novos em relação ao dia anterior)
207.973 mortes (5.376 novas em relação ao dia anterior)
Região Europeia
1.406.899 casos confirmados (21.750 novos em relação ao dia anterior)
129.311 mortes (2.882 novas em relação ao dia anterior)
Região das Américas
1.213.088 casos confirmados (33.481 novos em relação ao dia anterior)
62.404 mortes (2.193 novas em relação ao dia anterior)
Região do Mediterrâneo Oriental
176.928 casos confirmados (5.690 novos em relação ao dia anterior)
7.304 mortes (156 novas em relação ao dia anterior)
Região do Pacífico Ocidental
146.720 casos confirmados (1.335 novos em relação ao dia anterior)
6.037 mortes (39 novas em relação ao dia anterior)
Região do Sudeste Asiático
51.351 casos confirmados (3.003 novos em relação ao dia anterior)
2.001 mortes (84 novas em relação ao dia anterior)
Região Africana
23.254 casos confirmados (1.017 novos em relação ao dia anterior)
903 mortes (22 novas em relação ao dia anterior)
Veja os dados por país no relatório de situação da OMS nº 100*.
*Os países podem ter dados mais atualizados sobre suas situações específicas.
Brasil
O Brasil é um dos países com transmissão comunitária da COVID-19 e confirmou 78.162 casos e 5.466 mortes pela doença até a tarde do dia 29 de abril de 2020 (após o fechamento do boletim da OMS nº 100).
-Outras informações: https://coronavirus.saude.gov.br/
-Unidades Básicas de saúde e hospitais de referência, por estado e município: https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#hospitais-referencia
Apoio da OPAS ao Brasil
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem apoiado diariamente as ações no Brasil, inclusive com presença no Centro de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde.
Entre os dias 6 e 7 de fevereiro, a OPAS organizou, junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde do Brasil, um treinamento para nove países sobre diagnóstico laboratorial do novo coronavírus. Participaram da capacitação especialistas da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.
Durante a atividade, os participantes fizeram um exercício prático de detecção molecular do vírus causador da COVID-19 e receberam materiais essenciais para diagnóstico, além de revisarem e discutirem sobre as principais evidências e protocolos disponíveis.
A OPAS também doou ao Brasil primers e controles positivos, que são materiais essenciais para diagnóstico do coronavírus, e – junto com as autoridades de saúde brasileiras – está disponibilizando reagentes para outros países da região das Américas.
Nos dias 9 e 10 de março, a Organização Pan-Americana da Saúde realizou um treinamento para especialistas em saúde pública do Brasil no uso da Go.Data, ferramenta que busca facilitar a investigação de surtos e epidemias, como a da doença causada pelo novo coronavírus: COVID-19. A capacitação foi feita a pedido do Ministério da Saúde do país.
A Go.Data permite a coleta de dados de campo, rastreamento de contatos e visualização de cadeias de transmissão. Pode ser usada tanto online quanto offline em diferentes plataformas, como computadores, celulares e tablets – e funciona em diversos sistemas, como Windows, Linux, Mac, Android e iOS.
Além disso, a OPAS está ajudando o Brasil a comprar 10 milhões de testes do tipo RT-PCR, que detectam se a pessoa está infectada com o coronavírus causador da COVID-19.
Recomendações da OPAS/OMS
Para a população em geral: a OPAS/OMS recomenda reduzir a exposição e transmissão de uma variedade de doenças praticando a higiene respiratória e das mãos e seguindo práticas alimentares seguras (em inglês). 
Para trabalhadores de saúde: esteja atento a pessoas com histórico de viagens para a China que tenham febre e sintomas respiratórios. Se você é um profissional de saúde que cuida de um paciente com COVID-19, cuide-se e siga os procedimentos recomendados para prevenção e controle de infecção (em português).
Para pessoas que podem ter infecção por COVID-19: siga as orientações da OMS sobre atendimento domiciliar e como reduzir o risco de espalhar a doença para outras pessoas (em português).
Para comunicação de risco e engajamento comunitário: veja as orientações para os países implementarem estratégias eficazes de comunicação de risco e engajamento comunitário, que ajudarão a proteger a saúde pública durante a resposta a um novo coronavírus (em português). Acesse também cards para redes sociais (em português).
Para viajantes: mantenha-se atualizado com os avisos de saúde de viagens da OMS relacionados a esse surto (em inglês).
Para profissionais de laboratório: mantenha-se atualizado sobre detecção e diagnóstico por laboratório (em português) e a respeito de biossegurança laboratorial para manuseio e transporte de amostras associadas ao novo coronavírus 2019 (em português).
Profissionais de saúde também podem ter acesso a arientações técnicas da OPAS e da OMS sobre COVID-19 em uma página do Campus Virtual de Saúde Pública: https://opascovid.campusvirtualsp.org/taxonomy/term/36 
Além disso, é possível se informar pelo Whatsapp da OMS. Basta enviar a palavra “oi”, no aplicativo Whatsapp, para o número +41 22 501 77 35 e iniciar a conversa. Será aberto um menu de opções para tirar dúvidas, checar os dados mais atualizados, descobrir o que é fato ou fake news (boato), quais as medidas mais importantes para proteger a si e a outras pessoas, além de outras informações sobre a doença causada pelo novo coronavírus: a COVID-19.
Curso e vitrine do conhecimento
-Para artigos científicos e outras informações, acesse a vitrine do conhecimento da BIREME/OPAS/OMS (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde) sobre o novo coronavirus (COVID-19): bvsalud.org/vitrinas/novo_coronavirus_2019/
-Para uma introdução geral aos vírus respiratórios emergentes, incluindo novos coronavírus, e como os serviços de saúde devem se preparar acesse os cursos “Prevenção e controle de infecções (ICP) causadas pelo novo coronavírus (COVID-19)” e “Vírus respiratórios emergentes, incluindo COVID-19” no Campus Virtual de Saúde Pública da OPAS.
-Para guias técnicas, publicações e protocolos de pesquisa em curso sobre COVID-19, acesse: covid19-evidence.paho.org/handle/20.500.12663/37

terça-feira, 1 de novembro de 2016

BRASIL AME-O OU DEIXE-O....PORQUE A COISA POR AQUI VAI MAL.


Uma coisa é certa o povo se ferrou, seja lá de qual lado ele é todos se ferraram e bonitinho, como patinhos na lagoa ou frangos no abatedouro, 14 milhões de desempregados, os aumentos contínuos de preços dos combustíveis e a escalada da inflação nos últimos meses em termos gerais nos remete aos anos de ouro sujo da década de 90. É obvio que mesmo na berlinda da perda, muitos ainda vão persistir em dizer que tá tudo azul no hemisfério sul e que assim é melhor do que vermelho, hummm vermelho...no vermelho está o país é agora, (mas o que será que pessoas tem contra essa cor?) Bom, mas azul ou vermelho uma verdade se faz clara e presente; o brasileiro tá mal servido, muito embora o serviço foi a pedido, então que assim seja, não serei eu que ficarei aqui a debater ou contrariar a vontade popular. A questão é que todos sofreremos a conta mal paga de um golpe bem mal dado, e mesmo estando minhas panelas intactas ( não as amassei batendo em janelas muito menos em varanda que não tem em meu pobre ap de proletariado) logo não sou culpado mas sou também pagador dessa conta. Resta a possibilidade de deixar o querido Brasil, opção nunca descartada e largar para trás o país que cada um sonhou para si, porque não foi esse que lutei durante uma vida para construir. Mas resta também a opção de ficar e assistir a derrocada de uma classe antes dita média e uma guinada para trás de um punhado de milhões de brasileiros que pouco ou muito, tiveram oportunidades de melhorar econômica e socialmente durante os últimos anos. Os retrocessos são claros a volta atrás tá complicada e o futuro, ahhh esse lindo futuro azul, esse de muito que tá lilás, roxo, menos rosa ou azul (quiçá vermelho). A cada dia uma nova noticia de um direito excluído ou da perda de um garantia constitucional, por outro lado vemos o estado religioso se instalando em detrimento ao laico, o estado judicialista instalado em detrimento a independência dos poderes, e os direitos civis retirados eliminando assim qualquer reação popular sem falar no uso do braço armado do poder público como forma de ameaça, constrangimento e inibição de insurgentes. Me parece que os santos e orixás que protegiam esse país saíram de férias ou se cansaram de proteger um povo que não quer ser protegido, também eu aprendi que devemos rezar para agradecer, hoje se ora para pedir, sinal dos tempos. Salve a democracia e o povo porque dele emana todo o poder, de errar com ou sem medo de acertar.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CAATINGA....Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada...

Caatinga



A caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver. A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos. 


Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao sobrepastoreio e a conversão para pastagens e agricultura. Frente ao avançado desmatamento que chega a 46% da área do bioma, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o governo busca concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais e estaduais no bioma, além de promover alternativas para o uso sustentável da sua biodiversidade. 



Em relação às Unidades de Conservação (UC´s) federais, em 2009 foi criado o Monumento Natural do Rio São Francisco, com 27 mil hectares, que engloba os estados de Alagoas, Bahia e Sergipe e, em 2010, o Parque Nacional das Confusões, no Piauí foi ampliado em 300 mil hectares, passando a ter 823.435,7 hectares. Em 2012 foi criado o Parque Nacional da Furna Feia, nos Municípios de Baraúna e Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, com 8.494 ha. Com estas novas unidades, a área protegida por unidades de conservação no bioma aumentou para cerca de 7,5%. Ainda assim, o bioma continuará como um dos menos protegidos do país, já que pouco mais de 1% destas unidades são de Proteção Integral. Ademais, grande parte das unidades de conservação do bioma, especialmente as Áreas de Proteção Ambiental – APAs, têm baixo nível de implementação.



Paralelamente ao trabalho para a criação de UCs federais, algumas parcerias vêm sendo desenvolvidas entre o MMA e os estados, desde 2009, para a criação de unidades de conservação estaduais. Em decorrência dessa parceria e das iniciativas próprias dos estados da caatinga, os processos de seleção de áreas e de criação de UC´s foram agilizados. Os primeiros resultados concretos já aparecem, como a criação do Parque Estadual da Mata da Pimenteira, em Serra Talhada-PE, e da Estação Ecológica Serra da Canoa, criada por Pernambuco em Floresta-PE, com cerca de 8 mil hectares, no dia da caatinga de 2012 (28/04/12). Além disso, houve a destinação de recursos estaduais para criação de unidades no Ceará, na região de Santa Quitéria e Canindé. 



Merece destaque a destinação de recursos, para projetos que estão sendo executados, a partir de 2012, na ordem de 20 milhões de reais para a conservação e uso sustentável da caatinga por meio de projetos do Fundo Clima – MMA/BNDES, do Fundo de Conversão da Dívida Americana – MMA/FUNBIO e do Fundo Socioambiental - MMA/Caixa Econômica Federal, dentre outros (documento com relação dos projetos). Os recursos disponíveis para a caatinga devem aumentar tendo em vista a previsão de mais recursos destes fundos e de novas fontes, como o Fundo Caatinga, do Banco do Nordeste - BNB, a ser lançado ainda este ano. Estes recursos estão apoiando iniciativas para criação e gestão de UC´s, inclusive em áreas prioritárias discutidas com estados, como o Rio Grande do Norte. 



Também estão custeando projetos voltados para o uso sustentável de espécies nativas, manejo florestal sustentável madeireiro e não madeireiro e para a eficiência energética nas indústrias gesseiras e cerâmicas. Pretende-se que estas indústrias utilizem lenha legalizada, advinda de planos de manejo sustentável, e que economizem este combustível nos seus processos produtivos. Além dos projetos citados acima, em 2012 foi lançado edital voltado para uso sustentável da caatinga (manejo florestal e eficiência energética), pelo Fundo Clima e Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – Serviço Florestal Brasileiro, incluindo áreas do Rio Grande do Norte. Confira



Devemos ressaltar que o nível de conhecimento sobre o bioma, sua biodiversidade, espécies ameaçadas e sobreexplotadas, áreas prioritárias, unidades de conservação e alternativas de manejo sustentável aumentou nos últimos anos, fruto de uma série de diagnósticos produzidos pelo MMA e parceiros. Grande parte destes diagnósticos pode ser acessados no site do Ministério: Legislação e Publicações. Este ano estamos iniciando o processo de atualização das áreas prioritárias para a caatinga, medida fundamental para direcionar as políticas para o bioma.



Da mesma forma, aumentou a divulgação de informações para a sociedade regional e brasileira em relação à caatinga, assim como o apoio político para a sua conservação e uso sustentável.  Um exemplo disso é a I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga - A Caatinga na Rio+20, realizada em maio deste ano, que formalizou os compromissos a serem assumidos pelos governos, parlamentos, setor privado, terceiro setor, movimentos sociais, comunidade acadêmica e entidades de pesquisa da região para a promoção do desenvolvimento sustentável do bioma. Estes compromissos foram apresentados na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio +20.



Por outro lado, devemos reconhecer que a Caatinga ainda carece de marcos regulatórios, ações e investimentos na sua conservação e uso sustentável. Para tanto, algumas medidas são fundamentais: a publicação da proposta de emenda constitucional que transforma caatinga e cerrado em patrimônios nacionais; a assinatura do decreto presidencial que cria a Comissão Nacional da Caatinga; a finalização do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Caatinga; a criação das Unidades de Conservação prioritárias, como aquelas previstas para a região do Boqueirão da Onça, na Bahia, e Serra do Teixeira, na Paraíba, e finalmente a destinação de um volume maior de recursos para o bioma.  
FONTE: http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Pernambucano cria emissor de luz capaz de matar bactérias resistentes
 


Substituir antibióticos por luz no tratamento de infecções causadas por bactérias multirresistentes é uma realidade que está mais próxima dos pernambucanos. Um estudante de engenharia elétrica-eletrotécnica da Universidade de Pernambuco (UPE) desenvolveu este ano, durante estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dois equipamentos capazes de irradiar em tecidos humanos luz em uma frequência que mata em cerca de uma hora micro-organismos imunes ao tratamento comum.

Caio Guimarães, 23 anos, esteve no Wellman Center por meio do programa Ciências Sem Fronteiras e participou de pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para encontrar meios de eliminar a bactéria Acinetobacter baumannii, encontrada em ferimentos de soldados no Iraque e resistente a 21 antibióticos.

Quando Caio se integrou ao grupo, os norte-americanos já haviam descoberto que certas frequências de luz visível eram capazes de atacar o DNA de bactérias, eliminando-as. Testes em ratos mataram micro-organismos em 62 minutos.

Caio desenvolveu uma espécie de lanterna portátil, com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível e sem efeitos colaterais no ser humano. Também criou uma microagulha biodegradável para guiar a luz da fonte externa para dentro dos tecidos humanos. “Conseguimos otimizar a entrega de luz em 300%, permitindo atingir bactérias em partes mais profundas. Como é biocompatível, a agulha pode ser absorvida pela pele e tem menor risco de alergia”, explicou.

Os dispositivos ganharam o prêmio de público no evento que reuniu os melhores trabalhos do Wellman Center no verão. Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, uma conferência de fotomedicina em São Francisco, na Califórnia.

No próximo mês, Caio retomará as pesquisas com os professores do Instituto de Ciências Biológicas da UPE Bruno Carvalho e Márcia Morais. Os protótipos serão aplicados em colônias de bactérias encontradas em hospitais do Brasil, associadas aos casos de sepse (infecção generalizada).

“O primeiro passo serão testes nas bactérias que podem levar os pacientes à morte”, disse Bruno Carvalho. Atualmente, 25% dos internamentos em leito de UTIs no Brasil acontecem por síndrome séptica, e 55,7% dos pacientes morrem. 

 Caio Guimarães chegou ao Wellman Center por sua insistência. Quando terminou os estudos na Hofstra University, em Nova York, pelo Ciências Sem Fronteiras, ele estava decidido a pesquisar junto ao MIT e Harvard. Fez uma busca na internet e listou o nome de vários professores. Mandou mais de dois mil e-mails pedindo uma vaga. Só recebeu duas respostas. Uma delas, do inventor do primeiro laser feito a partir de material humano e animal, o ph.D Andy Yun.

“Ele não aceitou de primeira. Pediu mais informações. Mandei e, depois de dez dias sem resposta, liguei para ele, que solicitou mais duas cartas de recomendação”, conta Caio.

As cartas chegaram, mas a resposta definitiva de Yun só veio depois de outro contato do estudante brasileiro. “Fazia mais de uma semana, já estava agoniado para ligar. Quando estava escrevendo um e-mail, a carta de aceitação chegou.” Yun, nas palavras de uma professora do MIT, havia decidido “ver o que Caio podia oferecer”.

Antes de chegar à pesquisa sobre utilização de iluminação para combater bactérias multirresistentes, Caio teve reuniões com quatro pesquisadores do laboratório. A pesquisa foi desenvolvida com a dermatologista Jeesoo An, integrante do time de estudiosos de Andy Yun. “Um talvez foi tudo o que eu sempre precisei na minha vida.”

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2014/11/23/interna_vidaurbana,544620/pernambucano-cria-emissor-de-luz-capaz-de-matar-bacterias-resistentes.shtml

quinta-feira, 16 de abril de 2015


Holismo e Visão Sistêmica

 

Holismo (do grego holos que significa inteiro ou todo) é a ideia de que as propriedades  de um sistema quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma dos seus componentes. O sistema como um todo determina como se comportam as partes.
O princípio geral do holismo pode ser resumido por Aristóteles na sua Metafísica, quando afirma: O todo é maior do que a simples soma das suas partes.

Holismo foi um termo adotado por Jan Smuts no seu livro “Holism and Evolution” de 1926. Ele definiu esta ideia como "A tendência da Natureza a formar, através de evolução criativa, "todos" que são maiores do que a soma de suas partes". Desde Aristóteles, vê-se as raízes desta ideia, quando em sua metafísica ele afirma: “o inteiro é mais do que a simples soma de suas partes”.

Embora antiga, esta concepção só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregada para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser utilizado com o objetivo de minimizar os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é frequentemente associado em discursos ambientalistas.

Este conceito traz uma visão de mundo integrado, como um organismo. Esta nova visão baseia-se na inter-relação e interdependência entre todos os fenômenos, sejam eles físicos, biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Esta proposta prevê uma formulação gradual de uma rede de conceitos e modelos interligados, além de se contrapor ao modelo mecanicista e reducionista ainda dominante na biologia e na medicina.

Desde o século XVII, principalmente com as ideias de Descartes e Newton, o homem vem sendo comparado com uma máquina, concentrando nas propriedades mecânicas da matéria viva e negligenciando o estudo sistêmico da natureza do organismo. A descrição reducionista foi vantajosa para desenvolver um caráter evolutivo, e ainda é, em alguns casos, útil e necessária, porém torna-se perigosa quando é interpretada como uma explicação completa. Atualmente, a biologia traz um paradigma chamado ”biologia de sistemas”, onde vê o organismo como um sistema vivo e não como uma máquina. Os sistemas são totalidades integradas, cujas propriedades não podem ser reduzidas as de unidades menores. A abordagem sistêmica enfatiza os princípios básicos de organização.

O pensamento sistêmico é um pensamento de processo. Na ciência sistêmica, toda estrutura é vista como a manifestação de processos subjacentes. Esta visão carrega a primeira grande diferença entre o homem e a máquina. Afinal, máquinas são construídas e os organismos se desenvolvem. Outra ideia que podemos trazer é o alto grau de flexibilidade e plasticidade encontradas nos organismos.

Os organismos variam sua estrutura dentro de um limite. Este fenômeno de automanutenção é chamado de flutuação ou homeostase, que é um estado de equilíbrio dinâmico, transacional. Não há, portanto, dois organismos que sejam rigorosamente idênticos, muito diferentes das máquinas que funcionam de acordo com cadeias lineares de causa e efeito. O funcionamento do organismo é guiado por modelos cíclicos de fluxo de informação, conhecidos por laços de realimentação. Quando um sistema é afetado, esta é usualmente causada por múltiplos fatores.

Todas estas comparações entre organismos e máquinas originaram, mais tarde, as principais realizações da cibernética, que tinha como intenção, desde o início, criar uma ciência exata da mente. A cibernética sofreu influência da biologia.
 
Fonte:  https://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/23625/holismo-e-visao-sistemica

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A EVOLUÇÃO DA QUÍMICA...

Tabela periódica

Artigo  reúne os principais momentos da história da descoberta e organização dos elementos químicos, trabalho que resulta de mais de dois séculos de esforços na busca pelos segredos da estrutura da matéria.

Tabela periódica
Modelo de tabela periódica de Andreas von Antropoff (versão de 1938), provavelmente proveniente da antiga Faculdade Nacional de Filosofia, da então Universidade do Brasil (atual UFRJ). Hoje, está em uma das salas de aula do Instituto de Química da UFRJ.
A tabela periódica é uma forma de disposição sistemática dos elementos químicos e ferramenta inseparável para o estudo e a compreensão da química. Os elementos são ordenados em função do número atômico (Z), ou seja, o número de prótons (partículas com carga positiva do núcleo dos átomos).
O número atômico caracteriza o chamado elemento químico, definido como o conjunto de átomos que têm o mesmo número de prótons. Em um átomo neutro, o número de prótons no núcleo é igual ao número de elétrons (partículas de carga negativa), que se situam em torno desse núcleo.
A tabela periódica é uma forma de disposição sistemática dos elementos químicos e ferramenta inseparável para o estudo e a compreensão da química
Outra característica importante dos átomos: o número de massa (A), que é a soma do número de prótons e nêutrons (partículas sem carga, também presentes no núcleo). A maioria dos elementos químicos tem átomos com diferentes números de massa devido à existência de diferentes números de nêutrons. São chamados os isótopos – por exemplo, o hidrogênio (Z = 1, A = 1), o deutério (Z = 1, A = 2) e o trítio (Z = 1, A = 3). Em razão disso, define-se massa atômica de um elemento químico como a média ponderada entre os números de massa de seus diversos isótopos multiplicados pelas suas abundâncias relativas na natureza.
Vale salientar que os elétrons não entram no cálculo do número de massa, porque sua massa é desprezível – cerca de 2 mil vezes menor que a do próton e do nêutron.
A tabela periódica é composta por linhas horizontais (períodos) e por colunas verticais (grupos ou famílias). Sua versão atual contém sete períodos e inclui os últimos elementos descobertos, os de números atômicos 113, 115, 117 e 118, confirmados pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac).
Tabela periódica atual
Perfil atual da tabela periódica, incluindo os elementos mais recentemente descobertos (Z = 113 a 118), bem como os nomes e os símbolos oficiais de dois deles: Fl (fleróvio, Z = 114) e Lv (livermório, Z = 116).
A tabela periódica é ideal para prever e interpretar as características e tendências dos átomos, as quais se repetem periodicamente: perda e ganho de elétrons, tipo de ligação química que preferencialmente formam (iônica ou covalente) etc.

Espaços preenchidos

Os primórdios da organização dos elementos químicos se devem ao químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794), que, em 1789, agrupou as 33 espécies que eram então consideradas como elementares em gases, metais, não metais e terras – denominação genérica dada, à época, aos compostos binários de oxigênio (óxidos) com a maioria dos elementos metálicos. Os químicos passaram o século 19 à procura de uma organização mais precisa, mas os esquemas propostos não abrangiam todos os elementos químicos então conhecidos.
Os primórdios da organização dos elementos químicos se devem ao químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794), que, em 1789, agrupou as 33 espécies que eram então consideradas como elementares
O químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) publicou sua tabela periódica em 1869. Ele ordenou os elementos por peso atômico (hoje, número de massa), iniciando uma nova linha quando as características dos elementos se repetiam. Mendeleiev deixou lacunas quando o elemento correspondente ainda não tinha sido descoberto e usou as tendências de sua tabela para predizer as propriedades desses elementos então ocultos, como gálio, escândio e germânio.
Outro aspecto foi que ele alternou dois elementos adjacentes, cobalto e níquel, para melhor classificá-los. A última versão da tabela publicada por Mendeleiev é bem mais completa que a versão inicial.
Em 1913, o físico britânico Henry Moseley (1887-1915), usando técnicas de raios X, concluiu que a forma correta de ordenar os elementos químicos era pelo número atômico e não pelo peso atômico. Isso levou a inversões na tabela periódica: argônio (Z = 18) e potássio (Z = 19); cobalto (Z = 27) e níquel (Z = 28); telúrio (Z = 52) e iodo (Z = 53).
Do final do século 19 até 1939, a tabela periódica teve praticamente todos os espaços deixados por Mendeleiev preenchidos pela descoberta, por exemplo, dos gases nobres e alguns elementos radioativos, como polônio e rádio – ambos descobertos pelo casal de cientistas Pierre (1859-1906) e Marie Curie (1867-1934).
Háfnio (1923), rênio (1925) e frâncio (1939) foram os últimos elementos descobertos em amostras naturais.

Júlio Carlos Afonso

Departamento de Química Analítica
Instituto de Química
Universidade Federal do Rio de Janeiro

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Galileu Galilei

Galileu Galilei foi um dos grandes cientistas da História tendo dado grandes contribuições nomeadamente no campo da astronomia e da física. Suas descobertas foram verdadeiramente notáveis tendo revolucionado a forma de se fazer ciência. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observações astronômicas, foi um defensor do sistema heliocêntrico, entre muitas outras contribuições. A importância de Galileu para a ciência é tal que é considerado como o pai da ciência moderna.
Galileu Galilei (em italiano, Galileo Galilei) nasceu em Pisa (Itália) a 15 de Fevereiro de 1564. Foi o filho mais velho do músico Vincenzo Galilei e de Giulia Ammannati.

Galileu viveu em Florença entre 1574 e 1581, tendo depois ingressado na Universidade de Pisa para estudar medicina. Algum tempo depois abandona os estudos de medicina para se dedicar ao estudo da matemática. Nessa mesma Universidade de Pisa, em 1589 Galileu torna-se professor de matemática. Em 1592 assume a cátedra da matemática na Universidade de Pádua, onde passou os 18 anos seguintes.
Em 1609, Galileu Galilei ouviu falar de um novo instrumento que consistia num tubo com duas lentes e que permitia ver os objetos como se eles estivessem mais próximos. Com base nessa informação, Galileu meteu mãos à obra e criou ele próprio o seu telescópio. Não é verdade que tenha sido ele o inventor do telescópio, mas ele terá sido o primeiro a utilizá-lo para observações astronômicas e o primeiro a publicar um livro com os resultados dessas observações. A questão de quem foi o inventor do telescópio é bastante discutível, sendo normalmente atribuído ao holandês Hans Lippershey que em 1608 pediu a patente desta instrumento óptico. Porém é provável que também não tenha sido este holandês o inventor. Existem vários outros que são considerados como potenciais inventores do telescópio.

Galileu Galilei então criou seu próprio telescópio e posteriormente o aperfeiçoou. Apesar dos telescópios que ele possuía serem bastante rudimentares e limitados, mesmo comparado com os mais simples telescópios amadores do dia de hoje, as descobertas que Galileu fez com o telescópio foram espantosas para a época.

Galileu Galilei começou as suas observações em 1609, e logo em Março de 1610 ele publica o resultado as suas observações na sua obra “Sidereus Nuncius” (Mensageiro das estrelas). Essa obra de poucas páginas viria a ser uma das mais importantes da História da ciência. Nela, Galileu apresenta a superfície da Lua como sendo irregular, com montes e crateras; apresenta a descoberta dos 4 satélites de Júpiter, a que ele chamou de “estrelas de Médicis”; apresenta ainda a descoberta que a Via Láctea é na realidade constituída por um enorme número de estrelas que não podem ser distinguidas a olho nú.
Depois da publicação do Sidereus Nuncius, outras descobertas foram realizadas por Galileu Galilei, nomeadamente a descoberta das fases do planeta Vênus e a descoberta das manchas solares.
As suas descobertas apoiavam o modelo cosmológico do heliocentrismo. O sistema heliocêntrico é aquele em que a Terra orbita em volta do Sol, e não o contrário como se pensava naquela época. Galileu foi um forte defensor do sistema heliocêntrico, sistema essa já anteriormente defendido pelo astrônomo polaco Nicolau Copérnico. Até então o modelo cosmológico aceite na época era o geocentrismo, ou seja, a Terra está no centro do Universo. Tanto o Sol, como a Lua, os planetas e até as estrelas orbitam em torno da Terra. Galileu Galilei apresentou várias evidências que apoiava o heliocentrismo.


Mais tarde a defesa do heliocentrismo viria a causar problemas entre Galileu e a Igreja. Em 1616, a Inquisição pronunciou-se contra a ideia de que o Sol é o centro do Universo considerando a teoria heliocêntrica como herética. Em consequência, foi proibido falar do heliocentrismo como realidade física, mas apesar disso era permitido referir-se a este sistema como hipótese matemática. Galileu foi convocado a Roma onde pode expor os seus argumentos. A conclusão do Tribunal do Santo Ofício era que não existiam provas suficientes para concluir que a Terra se movia em volta do Sol, tendo admoestado Galileu a abandonar a defesa da teoria heliocêntrica.
Sidereus Nuncius - Mensageiro das Estrelas
Sidereus Nuncius – Capa do livro publicado em 1610
Em 1623 entra em funções o Papa Urbano VIII, amigo de Galileu e uma pessoa mais aberta a novas ideias científicas. Apesar da abertura deste novo Papa, este rejeitou o pedido de Galileu de revogar o decreto de 1616 que proibia a defesa do heliocentrismo. Apesar disso, Urbano VIII encorajou Galileu a prosseguir com seus estudos sobre o heliocentrismo, porém apenas como uma hipótese matemática e não como uma realidade física.

Mais tarde Galileu escreveu a sua obra “Dialogo di Galileo Galilei sopra i due Massimi Sistemi del Mondo Tolemaico e Copernicano”, por vezes referido de forma mais abreviada como “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo” (Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo, em português), obra essa publicada em 1632 e que defendia o heliocentrismo. Em consequência, Galileu foi julgado e condenado a prisão e a abjurar as suas ideias. Passou seus últimos anos de vida em prisão domiciliária.
Apesar disso Galileu Galilei sempre se apresentou como cristão, defendendo a veracidade das Sagradas Escrituras, estando em desacordo quanto à interpretação da Bíblia que a Igreja fazia naquela época. Para a Igreja daquela época, o heliocentrismo estava em desacordo com a Bíblia. Galileu, que acreditava na Bíblia, não estava de acordo com essa interpretação da Igreja.
Em 1638, estando Galileu cego, publicou a sua importante obra “Discorsi e Dimostrazioni Matematiche Intorno a Due Nuove Scienze” (em português, Discursos e demonstrações matemáticas sobre duas novas ciências).

Para além das descobertas através do telescópio e da defesa do heliocentrismo, a obra de Galileu Galilei não se fica por aqui: ele desenvolveu estudos sistemáticos sobre o movimento uniformemente acelerado e do movimento do pendulo; descobriu a lei dos corpos em queda; enunciou o princípio da inércia bem como o conceito de referencial inercial; inventou a balança hidrostática; inventou um tipo de compasso geométrico; inventou um termômetro que leva o seu nome, termômetro de Galileu.
Galileu Galilei faleceu em Florença em 8 de Janeiro de 1642.