segunda-feira, 16 de abril de 2012

PEDAGOGIA LIBERTÁRIA -







A PEDAGOGIA ANARQUISTA COMO FORMA DE MUDANÇAS SOCIAIS.

Com o objetivo primordial de formar indivíduos livres através da autonomia, responsabilidade, solidariedade, e desenvolvendo valores de ordem coletiva, a pedagogia libertária, além de estabelecer novas formas de relações interpessoais, seja um instrumento de luta para a superação das condições de exploração que sustentam o capitalismo. Partindo do pré-suposto de que as bases do capitalismo são a exploração, a desigualdade e a heterogestão. São inúmeras as perspectivas teóricas e práticas da pedagogia libertária que se pode distinguir. No geral, uma das características centrais da proposta pedagógica dos anarquistas é o seu anti-autoritarismo.
A educação anarquista tem, ao lado do anti-autoritarismo, a autogestão como um dos seus principais focos. Mas por não ser a única tendência autogestionária em educação podemos diferi-la das demais: 1 – pela tendência não diretiva, muito próxima, do ponto de vista metodológico e psicológico, da tendência escolanovista e da pedagogia institucional, sendo Marx um dos seus maiores teóricos; 2 – pelas tendências, sustentada teoricamente pelos outros grandes nomes do anarquismo, e bases das experiências clássicas de escolas libertárias.
A pedagogia libertária, ao contrário da tendência não diretiva, não entende a liberdade como um meio de emancipação, mas como um fim, e a autoridade, longe de ser considerada perniciosa e combatida é antes de tudo boa e indispensável, mesmo que seja incongruente com o anti-autoritarismo que a mesma defende. Mas para podermos entender essa incongruência é necessário uma análise das concepções de poder e autoridade e as relações existentes entre saber e poder que os anarquistas defendem em suas propostas educacionais.
Para se compreender a pedagogia libertária, faz-se necessário entendermos um dos seus conceitos chaves: a Liberdade. O conceito de liberdade com o qual nós freqüentemente temos contato é aquele que foi desenvolvido pela filosofia política que culminaria no liberalismo, definido do ponto de vista burguês. Os anarquistas tem  um conceito de liberdade muito diferente do conceito dos liberais, sendo necessário explicitar as diferenças existentes entre as duas concepções para que possamos entender a real dimensão da proposta educativa libertária.
Os iluministas desenvolveram a construção teórica de sustentação de uma ordem social burguesa, pois na época, fazia-se necessário separar o homem em estado natural do civilizado. Para isso, acharam necessário estabelecer um contrato social que regesse as relações dos homens na comunidade, de forma a destituir  o direito natural do homem medieval. Assim, os liberais vão tratar da liberdade como um fenômeno natural, na qual o indivíduo, ao pactuar desta sociedade, deve abrir mão de uma parcela de sua liberdade em nome da segurança e da defesa de interesses que a comunidade lhe proporcionará. Essa renúncia é feita em nome de um gerenciamento coletivo do direito de propriedade que, se dava para garantir o direito da propriedade, pois vivia-se num momento em que era necessária uma consolidação política da propriedade burguesa, em oposição à dos nobres.
Já os anarquistas desenvolveram uma linha de pensamento bastante diferente, oposta a esse conceito de liberdade: a liberdade é a resultante da oposição de duas forças: a força de afirmação, a necessidade, e a força de negação, a espontaneidade. Quanto mais simples um ser vivo qualquer seja, mais será regido pela necessidade; quanto mais complexo, mais influenciado pela espontaneidade, sendo que esta, no seu último grau é a própria liberdade. Essa diferença conceitual, na qual a liberdade é entendida como um produto da sociedade e não como uma lei natural comum a todos os homens, será fundamental para a compreensão das idéias e experiências que os anarquistas desenvolveram em educação.
Assim com esse conceito de liberdade o anarquismo pretende criar uma sociedade justa, solidária e participativa e é por isso que suas idéias pedagógicas tentam ser condizentes com essas máximas. A pedagogia libertária  deve ser compreendida junto a todo um movimento social. A educação existe para reproduzir as  relações sociais e culturais geradas pelo sistema capitalista. Baseando-se nos princípios da  disciplina e autoridade, fazendo com que as pessoas, desde pequenas, se habituem a pensar e atuar  de forma conivente ao sistema estabelecido. Os princípios, que em maior ou menor medida, segue a  educação libertária são:
- Liberdade do indivíduo. Liberdade individual mas coletiva significa levar em conta aos  demais desde a responsabilidade de viver em grupo.
- Contra a autoridade. Ninguém manda em ninguém, tudo se faz por compromissos assumidos e a partir da decisão coletiva, aberta e sincera. 
- Autonomia do individuo, contra as dependências hierarquizadas e assumidas, cada indivíduo tem direitos e obrigações assumidas voluntariamente, responsabilidade coletiva e respeito.
- As pessoas enfrentam seus próprios problemas, criam suas convicções e suas razões.
- O jogo como acesso ao saber. Partindo do jogo é mais fácil desenvolver a solidariedade e o trabalho coletivo, a socialização e o ambiente positivo, alegre e sincero.
- Co-educação de sexos e social. A educação é igual e conjunta, sem discriminação de nenhum tipo por razões de gênero econômico ou sociais.
Marcos Barros.

domingo, 1 de abril de 2012

Brasil é o 10º maior consumidor mundial de energia elétrica

O Brasil é o décimo maior consumidor mundial de energia elétrica, segundo dados da Agência Internacional de energia (AIE), com sede em Paris. Desde 2001, o consumo de eletricidade no país aumentou quase 38%, acima da média mundial, que foi de 30% no período.
Apesar de significativo, o crescimento do consumo de eletricidade no Brasil ficou bem abaixo das taxas registradas pela China e pela Índia entre 2001 e 2009 (último dado disponível). Nesses dois países, o aumento foi, respectivamente, de 153% e de 64%, de acordo com a AIE.
Os Estados Unidos, a China, a União Europeia e a Índia representam mais de 60% do consumo mundial de eletricidade. O crescente aumento do consumo de energia é uma grande preocupação mundial.
Hora do Planeta
O evento Hora do Planeta, iniciativa da organização ambiental WWF, que prevê que as luzes sejam desligadas em várias cidades do mundo durante uma hora para lutar contra o aquecimento global, tem o objetivo de conscientizar a população mundial em relação ao problema. Nas previsões da AIE, a demanda mundial de energia primária (que existe de forma natural na natureza) deverá aumentar em um terço entre 2010 e 2035.
Até essa data, as emissões de CO2, um dos principais gases que provocam o efeito estufa, deverão crescer 20%, afirma a AIE. Em 2010, a procura mundial por energia primária aumentou 5%, um salto "considerável" na avaliação da agência internacional, que alerta para o fato de que isso provoca novos picos de emisões de dióxido de carbono. Apenas a China e a Índia, diz a agência, deverão ser responsáveis pela metade do crescimento da demanda de energia global até 2035.
Em geral, os países emergentes deverão representar 90% do aumento previsto da demanda global de energia até 2035, segundo a AIE. No Brasil, a demanda de energia primária deverá crescer 78% nesse período. "As taxas de crescimento de consumo de energia na Índia, na Indonésia, no Brasil e no Oriente Médio aumentam a um ritmo ainda mais rápido do que na China", ressalta a AIE em um relatório divulgado no final do ano passado.
Fontes renováveis
Apesar de estar no ranking dos dez maiores consumidores de energia, a AIE ressalta que o Brasil é um dos líderes mundiais na produção de energia hidrelétrica e de biocombustíveis, fontes de energia renováveis. De acordo com a agência, 45% da energia total produzida no Brasil é originária de fontes renováveis, enquanto a média nos países ricos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é de apenas 8%.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de energia hidrelétrica, atrás da China. As fontes de energias renováveis não hidrelétricas (como a solar e a eólica) na geração de eletricidade em nível mundial ainda representam apenas 3% em 2009.
Mas a agência prevê que essa participação deverá aumentar para 15% em 2035 graças ao aumento dos recursos para desenvolver essas outras fontes, principalmente na União Europeia e na China. Também segundo a agência internacional, 1,3 bilhão de pessoas no mundo ainda não dispõe de eletricidade.

terça-feira, 20 de março de 2012

Alumínio: 100% Reciclável

A reciclabilidade é um das propriedades fisicas  mais importantes do alumínio ou de  qualquer outro produto que seja reaproveitado infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reciclagem, ao contrário de outros materiais. O exemplo mais comum é o da lata de alumínio para bebidas, cuja sucata transforma-se novamente em lata após a coleta e refusão, sem que haja limites para seu retorno ao ciclo de produção. Esta característica possibilita uma combinação única de vantagens para o alumínio, destacando-se, além da proteção ambiental e economia de energia, o papel multiplicador na cadeia econômica.
A reciclagem de alumínio é feita tanto a partir de sobras do próprio processo de produção, como de sucata gerada por produtos com vida útil esgotada. De fato, a reciclagem tornou-se uma característica intrínseca da produção de alumínio, pois as empresas sempre tiveram a preocupação de reaproveitar retalhos de chapas, perfis e laminados, entre outros materiais gerados durante o processo de fabricação.
Este reaproveitamento de sobras do processo pode ocorrer tanto interna como externamente, por meio de terceiros ou refusão própria. Em qualquer caso representa uma grande economia de energia e matéria-prima, refletindo-se em aumento da produtividade e redução da sucata industrial.
A reciclagem de produtos com vida útil esgotada, por sua vez, depende do tempo gasto entre seu nascimento, consumo e descarte. Isto é chamado de ciclo de vida de um produto, que pode ser de 45 dias, como no caso da lata, até mais de 40 anos, no caso de cabos de alumínio para transmissão de energia elétrica. Em qualquer caso, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes.
Quanto mais curto for o ciclo de vida de um produto de alumínio, mais rápido será o seu retorno à reciclagem. Por isso, os volumes de reciclagem da indústria alcançaram índices expressivos, com a entrada da lata de alumínio no mercado.

domingo, 29 de janeiro de 2012

ACC BIOMAPEAMENTO REGIONAL 2011.2

O QUE É O ACC MAPEAMENTO BIORRREGIONAL

Disciplina Atividade Curricular em Comunidades  (ACC) Mapeamento Biorregional Participativo em comunidades costeiras tradicionais como ferramenta para educação ambiental, oferecida para estudantes de diversos cursos de graduação da Ufba.


Objetivos

Empoderar as comunidades com Instrumentos de diagnóstico e planejamento ambiental, os mapas biorregionais, visando a promover a sustentabilidade das atividades produtivas, nas comunidades, incentivando a conservação ambiental, a redução dos conflitos de uso entre as atividades produtivas existentes e o aumento da participação social em espaços de regulação e fiscalização institucional.






                   





 ACC BIOMAPEAMENTO REGIONAL 2011.2

Realizado nas comunidades Quilombolas do Kaonge, Kalembá, Dendê, Engenho da Ponte e Engenho da Praia na  região  de Santiago do Iguape, município de Cachoeira no Recôncavo Baiano, durante o segundo semestre de 2011, contou com a participação de 10 alunos dos  cursos de graduação em Geografia, Oceanografia, Biologia, Nutrição, Ciências Sociais,  da Ufba sob a coordenação do Prof. Dr. Miguel Alccyoli e das técnicas do Projeto Natalia Feraz e Daniele França. A realização do  mapeamento foi desenvolvida em conjunto com membros de todas as comunidades envolvidas, durante as várias oficinas realizadas em 06 finais de semanas distribuidos  durante todo o decorrer do semestre e que teve seu encerramento no ultimo dia 27.01.2012 com a revisão final dos mapas confeccionados e avaliação conjunta com a comunidade de todo o processo desenvolvido. Para a confecção dos mapas foi feita todo um levantamento da historicidade, cultura, religião, das comunidades locais, bem como a ida a todos os pontos de importância para a comunidade, onde foram fotografados, filmados e georeferenciados para que se tornassem parte do trabalho de mapeamento, tais como antigas ruínas de engenhos, fontes de água, capelas e igrejas, locais sagrados da religião local, entre muitos outros. O trabalho conjunto entre estudantes e comunidade proporcionou uma troca de experiencias e conhecimentos onde todos são beneficiados, não só do ponto de vista do conhecimento técnico cientifico desenvolvido através da pesquisa e da coleta de dados e informações, mas também nas relações sociais onde ambas as partes criam laços de fraternidade e comunhão de ideias. Trabalho realizado fica a certeza da importância do mapeamento para as comunidades como instrumento de desenvolvimento social coletivo, e para a classe acadêmica envolvida  o ganho no desenvolvimento pessoal e profissional de cada um.  Após a ultima oficina de revisão dos mapas e avaliação dos trabalhos foi realizado uma comemoração entre todos com direito a muito samba e churrasco de ostras bem no estilo  baiano.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

UM POUCO DA CULTURA NORDESTINA - uma perola.

Você conhece o "Nordestês"???
NO NORDESTE, FALAMOS ASSIM

 











Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente.
Tem um jeito diferente.
Que a outro não se igualá
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala
Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
Coisa inferior é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro
 Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caixa Prego
Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Botão de rádio é Pitoco
E confusão é Arenga
Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado
O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado
E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto
Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala
Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bombom é Confeito
Rir de alguém é Mangar
Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Enxerir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira
Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela
E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar
Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado
Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente da casa é Terreiro
Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala
Aqui, valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada
O pão-duro é Amarrado
Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado
Tocar de leve é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar
Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada
Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada
Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
Sandália é Alpercata
A correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote
E o folgado é Folote
É assim que a gente fala
Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é pra negação
Nas costas, é na Cacunda
Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso
Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha
Não concordo, é Pois Sim
Estou às ordens, Pois Não
Beco do lado é Oitão
A corrente é Trancilim
Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala
A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau
Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega
Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado
Estilingue é Balieira
Prostituta se diz Quenga
Cabra medroso é Molenga
O baba-ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axila é Suvaco
Se o cabra for mau, é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala
Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar
A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga
Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Lombo se diz Espinhaço
Matar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Engembrado
É assim que a gente fala
O afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Quer saber como, diz Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Sujeito leso é pamonha
Manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
O copo aqui é Caneco
E coisa pouca é Tiquim
Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra é de Bóia
E muita gente é Cambada
O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Azar se chama Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha
Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo
O cara medroso é Frouxo
E comprimido é Cachete
Olho sujo tem Remela
Quem não tem dente é Banguela
Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca
Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala
Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Se estiver desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego
Coisa fácil é Fichinha
Dose de cana é Lapada
Empurrar é Dar Peitada
E o banheiro é Casinha
Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina,
É assim que a gente fala.”

terça-feira, 15 de novembro de 2011

GRUPO DE ESTUDANTES DA UFBA FAZEM VIAGEM DE CAMPO PARA ESTUDOS DE GEOMORFOLOGIA




Nos dias 04,05,06,07.11.2011, a turma de Geomorfologia 2011.2 do curso de Licenciatura em Geografia da Ufba - Universidade Federal da Bahia, realizou uma viagem de estudos de campo, aos municípios de Itatin e Milagres, afim de desenvolverem na prática os conhecimentos obtidos em sala de aula. Sob a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Lima, a viagem foi um sucesso tanto do ponto de vista do ganho da sociabilização do grupo, como dos conhecimentos técnicos absorvidos. Região de relevo rico pela sua formação geológica apresentando dezenas de Inselbergs o que torna a beleza natural um fenômeno de grande esplendor para quem visita. Com vistas maravilhosas de seus morros de onde podem ser observado parte da região com serras e imensidões de áreas de aplainamento e uma vegetação tipica do semi-árido: a caatinga. Estudos como formação geológica, teorias de aplainamento da região, vegetação, hidrografia, clima, e o fator humano da geografia local foram exaustivamente debatidos, estudados e com certeza enriqueceu o conteúdo didático da disciplina de todos os participantes.
Fazendo Geografia na prática, conhecendo o espaço para entender o homem.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Contrastes e soluços


PLANTAÇÃO DE SOJA NO PARANÁ

Rui Daher
De São Paulo


Entre as tantas frases feitas da língua portuguesa, a de que o Brasil é um país de contrastes é das mais famosas. E verdadeiras.

Claro que extensão e formação étnica ajudam nisso. Não mais, porém, do que o processo de inserção social secularmente deformado por um desenvolvimento subordinado aos interesses políticos e econômicos da elite.

Raras vezes, o Brasil teve oportunidade de ao mesmo tempo fazer conviver crescimento e justa distribuição de riqueza. Na conhecida acepção do termo, "dividir o bolo" sempre excluiu do banquete a grande maioria da população.

Assim, pelo menos nos últimos 60 anos, evoluímos em meio a contrastes e soluços.

Se, entre 1950 e 1954, com Getúlio Vargas (1882¿1954), o País avançou em importantes questões sociais e trabalhistas, isto ocorreu sob economia exclusivamente exportadora de matérias-primas. As elites conservadoras rurais eram privilegiadas em oposição ao crescimento baseado em tecnologia e industrialização dos países do norte.

Para romper com essa sina foi necessário, dez anos depois, passar pelas agruras de um golpe militar patrocinado por essa mesma elite, então, amedrontada com o caos político e um comunismo de fancaria.

O acordo permitiu inaugurar uma etapa de modernização industrial e vigor econômico, embora de pouca repercussão na renda dos mais pobres. "A economia vai bem, mas o povo vai mal", costumava dizer um dos generais de plantão na época.

A redemocratização, a partir de 1985, pouco trouxe de efeitos palpáveis na economia e inclusão social. Em meio a repetidas crises externas, seus governos tiveram atuações importantes apenas na abertura à globalização e no controle da inflação.

O que não impediu o País quebrar duas vezes, recorrer ao FMI e submeter-se a planos econômicos restritivos e equivocados. Mais uma vez, o sacrifício recairia todo sobre as classes subalternas.

Teria, então, sido a última década, com os governos Lula e, agora, Dilma, redentora desse período de contrastes e soluços?

Mesmo que se reconheçam anos de crescimento mais robusto e melhoria na renda de amplos contingentes da população mais pobre, patrocinados por subvenções do Estado e aumento nos empregos formais e informais, o certo é que continuamos a viver um clima de contrastes que, não raro, nos levam aos soluços ou à indignação.

O mesmo acontece na agropecuária. Exulta-se com o nível atingido pela produção de grãos, o recorde na renda agrícola, os valores das exportações do agronegócio. Com razão.

Não a ponto, no entanto, de impedir os entraves para que esses recursos se transformem em benefícios plenos para a população.

Vocês tinham conhecimento, exíguos leitores, da existência de uma propriedade no Pará, com 4,7 milhões de hectares, o que a faz maior do que os Estados do Rio de Janeiro, Sergipe, Alagoas?

Após 15 anos protegida pela justiça daquele Estado, a Fazenda Curuá, "pertencente" a uma grande empreiteira, teve seu registro imobiliário caçado pela Justiça Federal. Calma. Cabe recurso aos herdeiros de Cecílio do Rego Almeida, morto em 2008.

Segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação, há 23% de analfabetos no meio rural. Em dez anos, quase 38.000 escolas rurais foram fechadas.

São Desidério (BA), mereceu recentemente reportagem no "Jornal Nacional", da TV Globo. Foi, em 2010, o município brasileiro com maior valor de produção agrícola (1,1 bilhão de reais). Pois, não tem um metro de esgoto tratado.

Como sugere velho amigo, em coluna semanal na revista "Carta Capital": estamos num país que caminha para usar um Bordeaux de 800 reais para fazer sagu.

Contrastes que, por certo, aumentarão nossos soluços.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

USP lança banco com 11 mil imagens de biologia marinha


A Universidade de São Paulo (USP) lançou um banco de dados com mais de 11 mil fotos e 260 vídeos do Centro de Biologia Marinha (Cebimar). O Cifonauta (cifonauta.cebimar.usp.br) é destinado a pesquisadores, estudantes e ao público em geral.

De acordo com a USP, o projeto criado pelos pesquisadores Álvaro Esteves Migotto e Bruno Vellutini precisou de dois anos para a montagem do processo referente ao banco de imagens, entre o início das programações e as fases de teste em sistema fechado. O conteúdo apresenta referências bibliográficas, com uma ficha técnica do organismo contendo seu tamanho, local de origem e nome científico, por exemplo.

A estrutura de buscas se dá por meio de diversos marcadores ou pela classificação taxonômica - divisão por reino, filo, classe, até chegar à espécie desejada.

O conteúdo do banco está sob a licença de uso Creative Commons, que permite a divulgação desde que dados os devidos créditos do trabalho e que seja utilizado para fins não comerciais, sem necessidade de pedir autorização para isso.

As fotos veiculadas no banco de imagens são feitas com diversas técnicas. Normalmente câmeras digitais são acopladas em microscópios ópticos ou eletrônicos, dependendo do organismo fotografado, podendo ser aumentada a resolução em até mil vezes.

Outra técnica, pouco utilizada por ter um custo bastante elevado, consiste no uso de um microscópio eletrônico de varredura (MEV), utilizando-se de um feixe de elétrons para realizar a fotografia, por meio de um processo altamente sofisticado.

"Temos uma costa oceânica imensa e conhecemos muito pouco sobre ela. É neste sentido que as imagens são bons instrumentos de divulgação para a biologia marinha, pois despertam a curiosidade e a reflexão sobre a enorme diversidade dos oceanos", disse Vellutini à Agência Fapesp.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO EM TODO O PAÍS.















PRECISAMOS EXTIRPAR ESSE CANCRO DA POLÍTICA BRASILEIRA.
COLOCAR NA CADEIA OS CORRUPTOS E LADRÕES DO POVO BRASILEIRO.


Nem todo mundo aproveitou o Dia das Crianças para curtir a praia, os shoppings ou os parques com a garotada. Cerca de oitocentas pessoas participam de caminhada da Barra até Ondina nesta quarta-feira, 12, pedindo o fim da corrupção no Brasil.

Com caras pintadas nas cores da bandeira nacional, os manifestantes carregaram cartazes pedindo o fim do voto secreto no Poder Legislativo, da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa e da manutenção das atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O protesto surgiu nas redes sociais e a página "Ato Público contra a Corrupção" foi criada no Facebook para atrair os internautas baianos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Escotismo é método educativo muito eficiente. Prova Científica.















São muitas as publicações sobre o escotismo, nas diversas esferas da Organização e sob as mais diversas visões, tais como revisão histórica ou biografias e particularidades do fundador Baden Powell ou espiritualidade, etc.. Neste momento temos a oportunidade de, acredito que pela primeira vez, podermos abordar o escotismo sob ponto de vista cientifico, demonstrando a real validade do escotismo como método educacional conforme artigo descrito a seguir:
O estudo de longo prazo feito por DURHAM, N.C; evidenciou que crianças com baixa pontuação na avaliação de autocontrole, com idade de três anos, vieram a apresentar aos 32 anos, maior incidência de problemas de saúde como dependência química, problemas financeiros e registros criminais.



O autocontrole foi avaliado em mais de 1000 crianças da Nova Zelândia por professores, pais, observadores e pelas próprias crianças. Foram incluídas medidas como: baixa tolerância a frustração, pouca perseverança em atingir metas, dificuldade em cumprir tarefas, hiper atividade, fazer antes de pensar, dificuldade em esperar a vez, inquietude e inconseqüência.



Crianças que "buscaram resultados antes do tempo", vieram a apresentar na vida adulta, maiores incidências de problemas respiratórios, doenças gengivais, doenças sexualmente transmissíveis, doenças inflamatórias, excesso de peso e níveis elevados de colesterol e pressão arterial, de acordo com uma equipe de pesquisa internacional liderada por psicólogos da Duke University, Terrie Moffitt e Avshalom Caspi.



A impulsividade e a relativa incapacidade de pensar a longo prazo dos indivíduos com mais baixo autocontrole deram-lhes mais dificuldade com as finanças, como a poupança, casa própria e dívida de cartão de crédito. Eles também tinham maior probabilidade de serem pais únicos, terem registro de condenação penal e serem dependentes de álcool, tabaco, maconha e drogas mais pesadas.



"O maus resultados na vida adulta eram previsíveis em crianças com baixo escore de autocontrole" disse Moffitt. Ainda os participantes do estudo que de alguma forma encontraram uma maneira de melhorar seu autocontrole, deram-se melhor na idade adulta do que suas pontuações de infância poderiam prever.



O autocontrole é algo que pode ser ensinado, dizem os pesquisadores, e permitindo assim aos contribuintes poupar muito dinheiro com problemas de saúde, justiça criminal e abuso de substâncias.



Para corroborar ainda mais a importância de autocontrole, Caspi e Moffitt fizeram a mesma análise numa amostra de 500 pares de gêmeos fraternos na Grã-Bretanha onde descobriram que o irmão com contagens de auto-controle inferiores aos 5 anos tinha maior probabilidade que seu irmão a começar a fumar, ir mal na escola e engajar-se em comportamentos anti-sociais aos 12 anos. "Isso mostra que autocontrole é por si só importante, além de todos os outros fatores que compartilham com seus irmãos, como seus pais e a vida familiar," disse Caspi.


As crianças da Nova Zelândia com baixo auto-controle eram mais propensas a fazer escolhas erradas quando adolescentes, como fumar, ter gestações não planejadas e abandono escolar. Naturalmente, isso faz trilhar um caminho mais difícil. Até mesmo os indivíduos de baixo autocontrole que terminaram o ensino médio como não-fumantes sem filhos mostraram resultados mais pobres aos 32 anos. E por causa de uma probabilidade maior de uma situação mono parental e renda limitada, é também evidente que "autocontrole baixo de uma geração coloca a próxima geração em desvantagem", disse Moffitt.



"A boa notícia é que o autocontrole pode ser alterado. As pessoas podem mudar,"disse Alexis Piquero, professor de criminologia na Universidade Estadual da Flórida que não estava envolvido na pesquisa.


Piquero, que estuda as raízes do desenvolvimento do comportamento criminoso, disse que há muitas ferramentas para os pais e professores ensinar autocontrole. Por isso algumas escolas estão criando jogos destinados a desenvolver o autocontrole. Um dos jogos usa peças de teatro para que as crianças aprendam a executar papéis. Esse é um recurso em meio a diversos tipos de brincadeira, cuja recompensa está associada à capacidade de lidar com a frustração e de postergar alguma decisão. Estimula-se, assim, a capacidade de encontrar soluções para desafios.



"Identificando baixo autocontrole tão cedo quanto possível e fazendo prevenção e intervenção é muito mais barato" do que lidar com prisões, programas de droga e falhas econômicas pessoais, disse Piquero.



O estudo foi patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos da America, pelo Conselho Nacional de Pesquisa do Reino Unido, pelo Conselho Pesquisa na Saúde da Nova Zelândia, pela Universidade Hebreu, e pela fundação Jacobs. Como co-autores desta pesquisa incluem-se pesquisadores da Universidade Real de Londres, e da Universidade de Otago de Nova Zelândia.



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Neste artigo científico, o que mais chama a atenção é que o autocontrole é possível de ser aprendido. Como exemplo mais simples de aprender autocontrole está nos primeiros anos de vida escolar, onde a criança levanta seu braço, espera a sua vez e em seguida tem a oportunidade de se manifestar. Isto significa disciplina.



Para bons entendedores pode ser enfadonho repetir sobre as atividades escoteiras, mas vale a pena citar onde o desenvolvimento do auto-controle está presente no Movimento Escoteiro (ME).



Na mais comum das atividades escoteiras, os jogos, o autocontrole é exigido para se estar dentro das regras. Quando o jogo é por Patrulhas (grupos de 6 a 8 jovens) cada um tem um papel a cumprir, necessário para que a Patrulha tenha bom desempenho, de modo que um jovem não pode executar aquilo que lhe convier.



Uma das principais características do ME é a atividade baseada no Sistema de Patrulhas. A hierarquia dentro da Patrulha é conquistada através de condições como: idade, maturidade, conhecimento e indicação dos demais membros da Patrulha e da Tropa (grupo de até 4 Patrulhas).



Tanto nos jogos e no dia a dia do Sistema de Patrulhas, onde a competição é um dos fundamentos, os jovens lidam todos os dias com sucessos e frustrações, aprendendo a reconhecer suas melhores qualidades e limitações, tanto pessoais, quando de sua Patrulha, de modo a buscar sempre o aperfeiçoamento.



O conhecimento aumenta o autocontrole. O escotismo contempla com reconhecimento, através de distintivos em diversos graus, o demonstrar saber em quaisquer áreas do conhecimento desde habilidade em cozinha, até grandes conhecimentos em primeiros socorros, esportes, artes, etc..



Uma das facetas mais atrativas do escotismo é o contato com a natureza. Um exemplo prático é o acampamento, onde se aprende a construir rusticamente a mesa e a cobertura, local que será o abrigo e a cozinha. O jovem "sobrevive" com a comida que ele próprio preparou. Nas caminhadas que podem ser de curta ou longa distancia (às vezes mais de 40km), carregam o próprio abrigo, água e comida, tendo assim o privilégio de desfrutar de paisagens belíssimas.



O autocontrole está presente no artigo da Lei que diz "O escoteiro é obediente e disciplinado". Não significa que formamos pessoas que concordam com tudo, mas sim gente que sabe colocar suas posições de forma assertiva.




CONCLUSÕES:



-Tudo no ME, está imbricado com a aprendizagem do autocontrole.



-A crença no ME é constantemente reforçada ao encontrarmos com algum ex-escoteiro bem sucedido na sua vida profissional ou familiar, e sabemos que em algum momento o escotismo fez a diferença para ele.



-Nesse momento, ter uma prova cientifica, de que Escotismo tem tudo a ver com sucesso na vida adulta, reforça muito as nossas crenças e proporciona uma ferramenta muito forte aos governantes que procuram dar o devido valor ao ME.




Jorge Kuma Sototuka

Diretor de Programa Educativo do GE Falcão Peregrino - SP20

Membro da Comissão Regional de São Paulo de atualização de Programa