sábado, 7 de março de 2015

A LUA - SATÉLITE NATURAL DA TERRA


  A Lua (do latim Lunaé o único satélite natural da Terra, situando-se a uma distância de cerca de 384.405 km do nosso planeta.
 
 
Segundo a última contagem, mais de 150 luas povoam o sistema solar: Neptuno é cercado por 13 delas; Urano por 27; Saturno tem 60; Júpiter é o que tem mais até então e possui 63. A Lua terráquea não é a maior de todo o Sistema Solar - Ganimedes, uma das luas de Júpiter, é a maior - mas nossa Lua continua sendo a maior proporcionalmente em relação ao seu planeta. Com mais de 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases permanentes.
 
Vista da Terra, a lua apresenta quatro fases diferentes  e exibe sempre a mesma face (situação designada como acoplamento de maré), facto que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de Lua nova.
 
O seu período de rotação é igual ao período de translação. Isto quer dizer que o tempo que a lua demora a dar uma volta sobre si mesma é igual ao tempo que leva a dar uma volta completa ao planeta Terra. É por esta razão que a lua apresenta sempre a mesma face voltada para a terra
 
A Lua não tem atmosfera e apresenta, em quantidades muito pequenas, água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.
 
 
É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, seguida pelo Sol, cuja influência é menor. Pode-se dizer do efeito de maré aqui na Terra como sendo a tendência dos oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua, sendo que esse efeito causa um atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0,002 s por século, e, como consequência, a Lua afasta-se de nosso planeta cerca de 3 cm por ano.
 
A Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do nosso Sistema Solar. A sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se muito longe do eixo central de rotação da Terra. Alguns astrônomos usam este argumento para afirmar que vivemos num dos componentes de um planeta duplo, mas a maioria discorda, uma vez que para que um sistema planetário seja duplo é necessário que seu eixo de rotação esteja fora dos dois corpos.

 
 ORIGEM  LUNAR

Existem três teorias que tentam explicar como a lua teria surgido. A primeira, chamada de co-acreção, propõe que a lua teria surgido exatamente ao mesmo tempo que a terra a partir da Nebulosa Proto-planetária Solar; a segunda, chamada fissão, afirma que a lua se formou a partir de uma parte da Terra que teria se desprendido dela por força do movimento de rotação ainda na época em que ela estava em fusão; e, a terceira, chamada captura, afirma que a lua é um planeta que foi capturado pela força gravitacional da Terra.

 Mas, a teoria mais aceita atualmente, é uma quarta teoria que propõe que a origem da lua se deu através da colisão entre a Terra com um objeto tão grande quanto Marte há cerca de 4,5 bilhões de anos, que teria feito com que ambos se misturassem e, depois, parte do material resultante da colisão se desprendesse, originando a Lua. Seja qual for sua origem, a lua possui forte influência sobre a Terra. Principalmente quando falamos de campo gravitacional. Facilmente observado nos mares e oceanos, o que poucos sabem é que o fenômeno de marés também pode ser observado nos continentes, onde ocasiona variações de dezenas de centímetros. O fenômeno das marés influencia, também, na rotação da Terra atrasando-a em cerca de 1,5 mili-segundos a cada 100 anos e afastando a Lua da Terra em 3,8 cm por ano. Também é por causa da força gravitacional que podemos observar apenas metade da Lua, ela faz com que os movimentos de rotação e translação da lua sejam sincronizados de forma que ela está sempre com a mesma face voltada para nós. A chamada “face oculta” da lua só pôde ser estudada através das fotografias tiradas pelos astronautas que ficaram em órbita dela.

A forma como vemos a lua da Terra é alterada de acordo com sua posição em relação ao sol e origina o que chamamos de fases da Lua. As fases principais da lua são lua nova, quarto crescente, quarto minguante e lua cheia. Essas fases são apenas ilusões de ótica provocadas pelo fato da lua não ser um corpo celeste luminoso, mas sim, um corpo iluminado pela luz do sol.  E, conforme ela gira em torno da terra podemos ou não ver sua face iluminada pelo sol. Por exemplo, quando é lua cheia, e podemos vê-la inteira como um disco no céu, significa que a face da lua iluminada pelo sol está de frente para a terra. Ou seja, a terra está entre a lua e o sol. Já quando é lua nova, e não vemos lua nenhuma no céu, significa que a face da lua iluminada pelo sol está “de costas” para a terra, ou, que a lua está entre a terra e o sol.

A lua é composta por uma crosta, predominantemente composta de um mineral da família dos feldspatos e com mais ou menos 107 km de espessura, sendo que em alguns lugares (como sob um local chamado de Mar de Crisium) é quase inexistente; o manto, praticamente sólido e o núcleo composto por metais e com 680 km de diâmetro. A distância média da Terra é de 384.000 km, o raio equatorial é de 1.738,1 km e sua massa é de 1/81 a da Terra.


 GEOLOGIA LUNAR

O conhecimento sobre a geologia da lua aumentou significantemente a partir da década de 1960 com as missões tripuladas e automatizadas. Apesar de todos os dados recolhidos ao longo de todos esses anos, ainda há perguntas sem respostas que apenas poderão ser esclarecidas com a instalação de futuras bases permanentes e um amplo estudo sobre a superfície da lua. Graças à sua distância da Terra, a Lua é o único corpo, para além da Terra, do qual se conhece detalhadamente a sua geologia. As missões tripuladas Apollo contribuíram com a recolha de 382 kg de rochas e amostras do solo, e as sondas automáticas soviéticas Luna cerca de 326 gr.
 
As explorações e os estudos do solo da Lua levaram os cientistas a concluir que a queda de meteoros na sua superfície desprotegida de atmosfera é a principal causa de seu solo ser esburacado já que atmosfera pode diminuir a velocidade desses objetos ao colidirem, razão pela qual abrem mais crateras contra a superfície lunar do que na terra.

As partes mais próximas de um objeto em órbita em volta de um planeta sofrem uma atração gravitacional maior deste (porque estão a uma menor distância dele) do que as mais distantes, ou seja, há um gradiente de gravidade. Isso faz com que se gere um binário que leva o objeto a acabar por ficar orientado no espaço de modo a que seja a sua parte com uma maior massa a ficar voltada para o planeta. É esse efeito que explica porque é que a Lua assume uma taxa de rotação estável que mantém sempre a mesma face voltada para a Terra. O seu centro de massa está distanciado do seu centro geométrico de cerca de 2 km na direção da Terra. Curiosamente, não se sabe porquê, do lado voltado para a Terra a sua crosta é mais fina quanto à amplitude de relevo e é onde estão concentrados os mares - as zonas mais planas.
 
As designações "continentes" e "mares" não devem ser entendidas com o mesmo significado que têm na Terra. Os continentes são escarpados e constituídos por rochas mais claras (anortositos), essencialmente formados por feldspatos, que refletem 18% da luz incidente proveniente do Sol. Apresentam, em geral, um maior número de crateras de impacto e ocupam a maior extensão da superfície lunar. Os mares lunares não têm água, apresentam a sua superfície mais plana do que a dos continentes, fazendo lembrar a superfície livre de um líquido. São escuros, constituídos por basaltos, reflectindo apenas cerca de 6% a 7% da luz incidente. A formação dos mares, que são mais abundantes na face visível do que na face não visível (lado escuro), relaciona-se com os impactos meteoríticos.
 
 
 A SUPERFÍCIE LUNAR / EXISTÊNCIA DE ÁGUA
 
A superfície da lua possui várias crateras de impacto, que se formaram quando asteróides e cometas colidiram na superfície lunar. Há inúmeras de crateras com mais de um quilometro de diâmetro na Lua. A falta de uma atmosfera, o clima e recentes processos geológicos fazem com que asteróides consigam chocar com a Lua com muita facilidade, o que deixa a superfície lunar cheia de crateras.
 
A maior cratera na Lua, que também tem a distinção de ser uma das maiores crateras conhecidas no Sistema Solar, é a Cratera do Polo-Sul Aitken. Ela está no lado escuro da Lua, entre o polo sul e o equador, e tem cerca de 2240 quilómetros de diâmetro. Exemplos de crateras no lado visível da Lua são Mare Imbrium, Mare Serenitatis, Mare Crisium e Mare Nectaris.
 
 Segundo descobertas recentes anunciadas pela Nasa, conseguidas graças à missão LCROSS (iniciais de Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, do inglês, Satélite de Observação e Sensoriamento de Crateras Lunares), foi confirmada a existência de água no estado sólido na Lua. O aparelho carregava o foguete Centauro, que atingiu a Lua com extrema força de impacto no dia 9 de outubro de 2009, nas proximidades do polo sul lunar.
Um buraco de 30 metros de largura foi aberto, onde foram encontrados quase 100 litros de água congelada. Analisada pelo satélite Lcross, a nuvem de vapor e poeira fina resultantes também revelou o local com fonte de grandes quantidades de hidrogênio.
 
 A experiência faz com que os cientistas acreditem na possibilidade de haver mais água espalhada por todo o subsolo lunar do que se poderia imaginar. O satélite natural da Terra, agora começa a ser encarado seriamente como terreno para a construção de uma base espacial que serviria de apoio para missões tripuladas a outros planetas do sistema solar.
 
 
 
 
GRAVITAÇÃO E MARÉS
 
Num campo gravitacional terrestre ideal, ou seja, sem interferências, as águas à superfície da Terra sofreriam uma aceleração idêntica na direção do centro de massa terrestre, encontrando-se assim numa situação isopotencial. Mas devido à existência de corpos com campos gravitacionais significativos a interferirem com o da Terra (Lua e Sol), estes provocam acelerações que actuam na massa terrestre com intensidades diferentes. Como os campos gravitacionais actuam com uma intensidade inversamente proporcional ao quadrado da distância, as acelerações sentidas nos diversos pontos da Terra não são as mesmas. Assim a aceleração provocada pela Lua têm intensidades significativamente diferentes entre os pontos mais próximos e mais afastados da Lua.
 
Desta forma as massas oceânicas que estão mais próximas da Lua sofrem uma aceleração de intensidade significativamente superior às massas oceânicas mais afastadas da Lua. É este diferencial que provoca as alterações da altura das massas de água à superfície da Terra.
 
Quando a maré está em seu ápice chama-se maré altamaré cheia ou preamar; quando está no seu menor nível chama-se maré baixa ou baixa-mar. Em média, as marés oscilam em um período de 12 horas e 24 minutos. Doze horas devido à rotação da Terra e 24 minutos devido à órbita lunar.
 
A altura das marés alta e baixa (relativa ao nível do mar médio) também varia. Nas luas nova e cheia, as forças gravitacionais do Sol estão na mesma direção das da Lua, produzindo marés mais altas, chamadas marés de sizígia. Nas luas minguante e crescente as forças gravitacionais do Sol estão em direções diferentes das da Lua, anulando parte delas, produzindo marés mais baixas chamadas marés de quadratura.
 
FASES DA LUA

 
Tal como o planeta Terra, a Lua possui sempre um dos lados iluminado pelo Sol, e outro lado escuro. A parte iluminada corresponde à parte que está dia, e a parte escura corresponde à parte que está noite. A fase em que a Lua se encontra em determinado momento depende da posição da Lua em relação à Terra. Quando está na fase de Lua Nova, o nosso satélite tem a sua parte escura (a que está  de noite) voltada para a Terra. Como tal não nos é possível ver a Lua. Quando acontece a fase de Lua Nova, esta está no nosso céu muito próxima do Sol. À medida que se vai deslocando, uma parte cada vez maior da região da Lua iluminada pelo Sol vai ficando voltada para a Terra. Aí podemos observar que a Lua parece “crescer”. Cerca de 7,5 dias depois da fase de Lua Nova, chega a fase de Quarto Crescente. Nesta fase observamos metade da Lua iluminada. Cerca de 7,5 dias depois chegamos à fase de Lua Cheia. Nesta fase o lado iluminado pelo Sol está totalmente voltado para a Terra, e assim a Lua parece-nos “cheia”. A partir daí a parte iluminada pelo Sol começa a diminuir (do ponto de vista do observador na Terra), e passados cerca de 7,5 dias chegamos à fase de Quarto Minguante, onde podemos observar metade da Lua iluminada, só que o lado iluminado é o oposto do lado iluminado quando estamos no Quarto Crescente. Passados cerca de 7,5 dias chegamos à fase de Lua Nova, completando assim um ciclo lunar ou lunação, ou ainda um mês sinódico.


Fontes
http://www.portaldoastronomo.org/faqs.php?faq=8
http://astro.if.ufrgs.br/lua/lua2.htm



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